🗳️ Investigação aponta que organização criminosa cobrava cerca de R$ 60 mil de candidatos para permitir atuação política em determinadas áreas; operação mira suspeitos de interferência nas eleições de 2024 e de 2026
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) do Ceará deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Omertá, em Sobral, no interior do Ceará, para combater uma suposta atuação de organização criminosa no processo eleitoral do município.
Segundo as investigações, vereadores, assessores e integrantes de uma facção criminosa são alvos da operação. O grupo é suspeito de ter atuado nas eleições municipais de 2024 e de tentar interferir também no processo eleitoral de 2026.
💰 SUPOSTO “PEDÁGIO ELEITORAL”
De acordo com as investigações, a organização criminosa teria criado uma espécie de “pedágio eleitoral”, cobrando aproximadamente R$ 60 mil de candidatos para permitir ou facilitar a atuação política em determinadas áreas sob influência do grupo.
A suspeita é de que o esquema envolvesse a utilização da influência territorial da organização criminosa para restringir a atuação de candidatos e interferir na disputa eleitoral.
🚔 OPERAÇÃO E MANDADOS
A operação foi deflagrada pela Ficco/CE, força integrada que reúne órgãos de segurança pública e combate ao crime organizado.
Os mandados atingem vereadores, assessores e integrantes da organização criminosa, em uma investigação que busca identificar a estrutura responsável pela suposta interferência no processo eleitoral.
🗳️ AMEAÇA À DEMOCRACIA
A investigação aponta para uma possível utilização do poder territorial de uma organização criminosa para interferir na liberdade de candidatos e no exercício do direito de voto.
Caso confirmadas judicialmente, as práticas investigadas representam uma grave ameaça à normalidade das eleições, ao livre exercício da atividade política e à liberdade dos eleitores.
As acusações ainda estão sob investigação, e os envolvidos são considerados suspeitos até eventual condenação definitiva pela Justiça.
📌 CONTEXTO
A Operação Omertá também investiga a possível continuidade da atuação do grupo nas eleições de 2026, indicando que a preocupação das autoridades não se limita ao pleito municipal de 2024.



