📊 Reajuste terá custo de R$ 5,8 bilhões em 2026; para cumprir a meta fiscal, governo prevê contingenciamento de R$ 13,6 bilhões
O governo federal incorporou ao Orçamento de 2026 o reajuste do Bolsa Família, que eleva o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. O benefício médio estimado passará de R$ 675 para R$ 777. A atualização de 15,04% foi estabelecida com base na inflação acumulada medida pelo INPC.
O impacto do reajuste nas despesas deste ano está estimado em R$ 5,8 bilhões. Para acomodar o aumento, o governo revisou para baixo projeções de outras despesas obrigatórias, principalmente benefícios previdenciários, BPC, pessoal e subsídios.
📉 Projeção de déficit aumenta
Com a revisão das receitas e despesas para 2026, a estimativa de déficit das contas do governo passou de R$ 52 bilhões para R$ 80,9 bilhões.
Para cumprir a meta fiscal, o governo anunciou um contingenciamento de R$ 13,6 bilhões. A medida se soma à redução do bloqueio de despesas, fazendo com que a contenção total do Orçamento passe de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões.
A redução ocorreu principalmente porque a projeção de gastos com benefícios previdenciários caiu R$ 11,5 bilhões, enquanto as estimativas para pessoal e encargos sociais recuaram R$ 4,1 bilhões e as despesas com BPC/LOAS, R$ 1,8 bilhão. Parte dessa economia abriu espaço para incorporar o reajuste do Bolsa Família.
💼 Recursos para os ministérios
A revisão também reduziu em R$ 1,9 bilhão o volume de despesas mantidas sob contenção. No entanto, o valor não será liberado imediatamente para os ministérios.
O governo informou que pretende manter uma reserva para atender eventuais demandas que surjam até a próxima avaliação orçamentária.
A revisão do Orçamento também considera mudanças nas estimativas de receitas e despesas ao longo do ano. Entre as receitas adicionais mencionadas pelo governo estão recursos relacionados à alta do petróleo.
📌 Impacto do reajuste
O reajuste do Bolsa Família aumenta as despesas públicas, mas o aumento da projeção de déficit de R$ 52 bilhões para R$ 80,9 bilhões não pode ser atribuído exclusivamente à medida. O valor resulta da atualização das estimativas de receitas e despesas de todo o ano.
O governo, por sua vez, utiliza o contingenciamento de R$ 13,6 bilhões para buscar o cumprimento da meta fiscal de 2026.



