Governador da Bahia afirma que não pretende exonerar Eduardo Sodré Martins, enteado de Jaques Wagner, enquanto investigações da Polícia Federal seguem em andamento
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou que não pretende exonerar o secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Mendonça Sodré Martins, investigado pela Polícia Federal no chamado Caso Master. Segundo o governador, não há, até o momento, elementos suficientes que justifiquem o afastamento do secretário, ressaltando que a administração estadual respeita a presunção de inocência e o devido processo legal.
A declaração foi dada em meio aos desdobramentos da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de favorecimento envolvendo o Banco Master e pessoas ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA).
⚖️ Governo descarta exoneração sem decisão judicial
Jerônimo Rodrigues afirmou que não pretende tomar medidas administrativas com base apenas em investigações em curso. Segundo ele, a permanência de Eduardo Sodré Martins no cargo ocorre porque ainda não há condenação ou provas definitivas que justifiquem uma exoneração.
O governador destacou que seu governo seguirá acompanhando o andamento das apurações, mas reforçou que eventuais decisões dependerão da evolução do processo e das conclusões das autoridades responsáveis.
🔎 O que investiga a Polícia Federal
De acordo com a investigação da Polícia Federal, Eduardo Sodré Martins é suspeito de ter intermediado cobranças milionárias ao empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.
Os investigadores apuram se recursos teriam sido destinados a uma empresa ligada à esposa do secretário, que também é nora do senador Jaques Wagner. A suspeita é de que a estrutura empresarial tenha sido utilizada para ocultar possíveis vantagens indevidas relacionadas ao parlamentar.
As acusações fazem parte da linha investigativa da PF e ainda serão analisadas pela Justiça. Até o momento, não há condenações sobre o caso.
🏛️ Caso também envolve Jaques Wagner
O senador Jaques Wagner também é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero. Em razão dos desdobramentos do caso, ele deixou recentemente a liderança do governo no Senado.
A defesa de Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que o senador sempre atuou dentro da legalidade. Os investigados seguem tendo assegurados os direitos ao contraditório e à ampla defesa.
📌 Investigação continua
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal continuam reunindo provas para esclarecer a suposta atuação dos investigados. O governo da Bahia informou que acompanhará o andamento do processo, mas, por enquanto, não prevê mudanças na composição do secretariado.


