A proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras provocou reações do governo federal e de pré-candidatos à Presidência da República. Entre as manifestações, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que o Brasil teria enfraquecido sua relação histórica com os Estados Unidos ao adotar uma política externa que, segundo ele, priorizou interesses ideológicos.
🗣️ Caiado critica atuação do governo federal
Durante participação em um evento em Minas Gerais, Caiado declarou que a diplomacia brasileira deixou de seguir uma política de Estado para adotar uma política de governo. Segundo o governador, o Itamaraty, tradicionalmente reconhecido por sua atuação diplomática, teria perdido parte de sua capacidade de construir consensos internacionais.
Para o pré-candidato, o atual governo contribuiu para o desgaste do relacionamento entre Brasília e Washington, justamente em um momento de crescente tensão comercial entre os dois países.
🇧🇷 Governo rebate críticas e contesta proposta americana
O governo federal reagiu com firmeza à conclusão preliminar da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), classificando a proposta de tarifa como injusta e sem fundamento adequado.
O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que pontos citados pelos americanos, como o PIX, representam avanços tecnológicos e benefícios para a população brasileira. Já integrantes da equipe econômica afirmaram que o país continuará buscando uma solução por meio do diálogo diplomático.
O Palácio do Planalto também declarou que pretende utilizar os instrumentos previstos na legislação brasileira para responder a eventuais medidas consideradas prejudiciais aos interesses nacionais.
🌎 Debate amplia disputa eleitoral
O tema rapidamente entrou no debate político nacional. Além de Caiado, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também criticou a política externa do governo federal e defendeu uma maior aproximação do Brasil com países ocidentais.
Por outro lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu parte da crise às articulações de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos e afirmou que continuará buscando diálogo direto com o presidente americano para evitar a aplicação das tarifas.
📅 Negociações seguem até julho
Apesar da proposta apresentada pelo governo americano, a tarifa de 25% ainda não entrou em vigor. O processo prevê consultas públicas e novas etapas de negociação antes de qualquer decisão definitiva.
O prazo final para a conclusão do procedimento está previsto para julho de 2026, período em que autoridades brasileiras e americanas continuarão discutindo alternativas para evitar o agravamento das tensões comerciais entre os dois países.



