⚡ Ordem executiva interrompe medidas previstas em lei aprovada pelo Congresso americano; decisão provoca críticas e amplia as tensões diplomáticas envolvendo a Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu a aplicação de novas sanções e tarifas previstas em uma legislação destinada a aumentar a pressão econômica sobre a Rússia. A decisão foi recebida positivamente por autoridades de Moscou e gerou críticas de representantes favoráveis à Ucrânia.
Trump assinou uma ordem executiva dois dias antes da entrada em vigor das medidas. A legislação, que leva o nome do falecido senador republicano Lindsey Graham, previa um conjunto de sanções que atingiria setores da economia russa, incluindo o energético.
A suspensão representa uma mudança na aplicação das medidas de pressão econômica previstas pela nova lei. No entanto, a decisão não significa o fim de todas as sanções americanas contra a Rússia, uma vez que outras restrições impostas anteriormente permanecem em vigor.
Em Moscou, autoridades saudaram a iniciativa, interpretando-a como uma oportunidade para melhorar as relações econômicas com Washington. A decisão também reacendeu o debate sobre a estratégia do governo Trump em relação à guerra na Ucrânia e à pressão internacional sobre o governo russo.
Para o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a medida representa mais um revés diplomático, segundo a avaliação publicada pela agência AFP. Críticos da suspensão argumentam que a redução da pressão econômica pode beneficiar Moscou em meio ao conflito.
A decisão evidencia as divergências em torno da política americana para a guerra e levanta questionamentos sobre os próximos passos nas relações entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia.



