⚖️ Detenção ocorreu no aeroporto de Santa Cruz e integra investigação sobre suposta organização criminosa; procurador interino já assumiu o cargo
O procurador-geral do Estado da Bolívia, Roger Mariaca, foi detido na noite de 30 de setembro no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra. A operação também resultou na prisão do procurador departamental de Santa Cruz, Alberto Zeballos, e de outras pessoas.
Nas primeiras horas após a operação, integrantes da Procuradoria-Geral boliviana classificaram a ação como um “sequestro”, alegando que Mariaca e Zeballos haviam sido interceptados por agentes cuja vinculação institucional ainda não estava esclarecida. Posteriormente, o governo confirmou a operação e apresentou uma investigação criminal como justificativa para as detenções.
Segundo as autoridades bolivianas, Mariaca é investigado por suposta organização criminosa, legitimação de ganhos ilícitos e tráfico de substâncias controladas, em uma apuração que envolve possíveis vínculos com redes de narcotráfico e corrupção. As acusações estão em fase de investigação e não representam condenação judicial.
A operação ocorreu poucos dias depois de o governo dos Estados Unidos anunciar medidas contra Mariaca, incluindo a revogação de seu visto, em meio a acusações relacionadas à corrupção e à proteção do narcotráfico. O procurador negou as acusações feitas pelas autoridades americanas.
As autoridades bolivianas também realizaram ações em instalações da Procuradoria e em imóveis relacionados a Mariaca. A operação resultou na detenção de 14 pessoas, segundo informações divulgadas pelo governo, e incluiu apreensões de valores e outros elementos que passaram a integrar a investigação.
Após a prisão, Luis Montaño foi nomeado procurador-geral interino da Bolívia, enquanto Mabel Andrade assumiu interinamente a Procuradoria Departamental de Santa Cruz. Mariaca e Zeballos foram encaminhados para El Alto e deverão responder ao processo perante a Justiça boliviana.



