📱 Conversas de WhatsApp relatam viagens em aeronaves da Força Aérea e presença no Palácio do Planalto; registros oficiais confirmam entrada no prédio
Mensagens de WhatsApp atribuídas à lobista Roberta Luchsinger mostram que ela dizia viajar em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) e frequentar o Palácio do Planalto. O conteúdo foi revelado pelo Metrópoles e posteriormente detalhado pelo Poder360.
Em uma mensagem de março de 2023, Luchsinger afirmou à mãe que havia ido a Brasília de “aero Lula”. Na mesma ocasião, ela enviou uma fotografia feita de dentro do Palácio do Planalto. Registros de acesso obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação confirmam que ela entrou no prédio em 22 de março de 2023, às 15h37.
Em outro diálogo, de novembro de 2023, a lobista afirmou que viajaria com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em um voo da FAB e que embarcaria pela Base Aérea. Em fevereiro de 2024, também escreveu que estava “voltando de FAB”.
As mensagens, contudo, não comprovam individualmente todos os voos mencionados por Luchsinger. No caso de uma viagem à Europa citada nas conversas, por exemplo, informações levantadas posteriormente indicam que o retorno ao Brasil ocorreu em voo comercial da TAP.
O conteúdo também inclui relatos de Luchsinger sobre encontros e acessos a áreas ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esses registros devem ser diferenciados de fatos oficialmente comprovados: embora sua entrada no Planalto esteja documentada, as mensagens, isoladamente, não permitem determinar a natureza ou a extensão de sua relação com o presidente.
O caso ganhou repercussão porque Lula afirmou, em agosto de 2026, que não conhecia Luchsinger e que nunca havia conversado com ela. As mensagens e os registros de acesso acrescentam elementos ao debate, mas não permitem, por si só, estabelecer eventual influência política ou irregularidade no uso de aeronaves oficiais.



