🏛️ Ministro tende a rejeitar solicitação da Procuradoria para transferir os inquéritos à primeira instância; decisão ainda não foi formalizada
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tende a manter na Corte as investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, apesar de a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter solicitado que os casos sejam enviados à primeira instância.
A informação foi publicada pelo Estadão e pelo UOL em 20 de agosto de 2026. Segundo as reportagens, interlocutores do ministro avaliam como mais provável que ele rejeite o pedido da PGR e mantenha os inquéritos sob sua relatoria.
⚠️ Atenção: até o momento, trata-se de uma tendência atribuída ao ministro, e não de uma decisão oficialmente anunciada. Mendonça ainda precisa se manifestar sobre o pedido.
⚖️ PGR pediu transferência dos casos
A Procuradoria-Geral da República solicitou que os inquéritos envolvendo Lulinha deixem o STF e sejam encaminhados à primeira instância da Justiça.
A argumentação da PGR é de que não haveria, nos casos, investigados com foro privilegiado que justificassem a permanência das apurações no Supremo.
A decisão sobre o pedido está nas mãos de Mendonça.
🏛️ Três investigações tramitam no STF
Atualmente, três inquéritos relacionados a Lulinha tramitam no Supremo.
Dois estão sob relatoria de André Mendonça, enquanto o terceiro está sob responsabilidade do ministro Flávio Dino.
As investigações apuram, entre outros pontos, suspeitas de tráfico de influência e possíveis favorecimentos empresariais.
Um dos inquéritos investiga se Lulinha teria favorecido uma empresa ligada ao chamado “Careca do INSS”, que atua com medicamentos derivados de cannabis, em tratativas junto ao Ministério da Saúde.
Outro apura possível favorecimento de uma empresa de tecnologia da informação junto à Dataprev.
A terceira investigação envolve o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, apontado pela Polícia Federal como alguém que teria ligação com Lulinha e com a lobista Roberta Luchsinger.
🔎 Investigação ainda está em andamento
A possível permanência dos casos no STF ocorre em meio a uma discussão sobre a competência da Corte e o alcance do foro privilegiado nas investigações.
Segundo informações atribuídas a pessoas próximas a Mendonça, também teria causado estranhamento o fato de a PGR pedir a transferência de dois inquéritos, enquanto anteriormente havia recomendado o sorteio de um terceiro caso envolvendo Lulinha entre ministros do STF.
Eventuais recursos contra uma decisão de Mendonça poderão ser analisados pela Segunda Turma do Supremo.
📌 Importante: as investigações tratam de suspeitas ainda sob apuração. A existência de um inquérito ou de diligências da Polícia Federal não significa que Lulinha tenha sido condenado ou que as acusações estejam comprovadas judicialmente.



