BRUXELAS – Um grupo de 22 países, formado por membros da OTAN e aliados do Oriente Médio, Ásia e Oceania, está se preparando para lançar uma iniciativa com o objetivo de reabrir o Estreito de Ormuz e garantir a livre navegação na região. A informação foi divulgada pelo secretário-geral da aliança, Mark Rutte.
Segundo Rutte, os países vêm se articulando desde a semana passada para responder à crise no estreito, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo global.
“Um grupo de 22 países está se unindo para garantir que o Estreito de Ormuz seja livre e reaberto o mais rápido possível”, afirmou o secretário-geral em entrevistas à imprensa norte-americana.
Planejamento e coordenação internacional
De acordo com Rutte, autoridades militares dos países envolvidos já iniciaram um planejamento coordenado, embora ainda não tenham sido divulgados detalhes sobre como a reabertura da rota será executada.
A iniciativa ocorre em meio à escalada do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, que aumentou os riscos à navegação na região e elevou a tensão geopolítica global.

Países envolvidos
Embora a lista completa não tenha sido oficializada, alguns dos países já confirmados na articulação incluem:
- Estados Unidos
- Reino Unido
- França
- Emirados Árabes Unidos
- Bahrein
- Japão
- Coreia do Sul
- Austrália
- Nova Zelândia
A ação também está alinhada ao posicionamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem pressionado aliados por uma resposta conjunta para garantir a segurança da rota.
Importância estratégica
O Estreito de Ormuz é uma das principais vias de transporte de energia do mundo. A instabilidade na região tem impacto direto nos preços internacionais do petróleo e nos custos logísticos globais.
Apesar da articulação em curso, a OTAN não detalhou quando ou como a iniciativa será colocada em prática, e especialistas apontam que qualquer ação militar na área pode ampliar ainda mais o conflito no Oriente Médio.



