Brasília, 18 de março de 2026 – Uma nova representação pedindo a cassação do deputado federal André Janones (Avante-MG) foi protocolada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (17) pelo deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL-MG). A iniciativa ocorre após a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que Janones ironiza a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na última sexta-feira (13), na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star, em Brasília.
No vídeo, Janones associa a internação à “sexta-feira 13” e às falas do ex-presidente durante a pandemia da Covid-19, o que provocou reação de parlamentares da oposição e repercussão na mídia.
Motivos da representação
Segundo Caporezzo, a conduta de Janones configuraria quebra de decoro parlamentar, por envolver escárnio e desumanização de um adversário político em um momento sensível de saúde. Na justificativa apresentada, o deputado estadual afirma:
“Estamos falando de um ser humano, de um pai, de um avô e de um líder político. Atacar alguém em um momento de fragilidade física é desrespeitoso e atentado aos valores básicos de humanidade, à família e à dignidade da pessoa humana. O legado de Jair Bolsonaro pode ser debatido politicamente, mas jamais ridicularizado em circunstâncias tão delicadas.”
A representação destaca ainda o histórico recente de Janones no Conselho de Ética, incluindo sanções disciplinares por condutas anteriores consideradas incompatíveis com o decoro parlamentar.

Possíveis sanções e andamento do caso
O pedido será analisado pelo Conselho de Ética da Câmara, seguindo o rito regimental:
- Admissibilidade: o presidente da Câmara deve encaminhar a representação ao Conselho;
- Sorteio de relator: será escolhido um deputado de partido diverso do Avante e do PL;
- Defesa: Janones terá prazo para apresentar sua defesa prévia.
Entre as sanções possíveis estão advertência, suspensão ou cassação do mandato, especialmente em casos de reincidência.
Reação de Janones
O deputado federal minimizou a representação nas redes sociais, classificando o pedido como “perseguição política” e uma “tentativa de censura” por parte da oposição bolsonarista. Segundo ele, “eles não suportam a verdade e tentam ganhar no grito o que perdem no debate”.










