Um levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o DIEESE, mostra que o custo da alimentação básica continua pesando significativamente no orçamento do trabalhador brasileiro.
De acordo com dados de fevereiro de 2026, um trabalhador que recebe salário mínimo precisa comprometer, em média, 46,13% da renda líquida mensal para adquirir os itens da cesta básica nas capitais do país.
Capitais com maior custo
O tempo necessário de trabalho varia conforme a cidade. Em São Paulo, por exemplo, são necessárias 115 horas e 45 minutos de trabalho por mês para comprar alimentos básicos — o maior índice do país. Na sequência aparecem:
- Rio de Janeiro: 112h14
- Florianópolis: 108h14
Nessas cidades, mais da metade do salário mínimo é destinada à alimentação.

Onde o peso é menor
Na outra ponta do ranking, Aracaju apresenta o menor custo relativo, com necessidade de 76 horas e 23 minutos de trabalho mensal, comprometendo cerca de 37,54% da renda.
Salário mínimo ideal
O estudo também estima que o salário mínimo necessário para suprir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.164,94, valor cerca de quatro vezes maior que o piso atual.
O cálculo considera o custo da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo no período analisado.










