📊 Datafolha, Quaest, AtlasIntel, CNT/MDA, Ipec e Paraná Pesquisas indicavam vantagem numérica do petista, mas outras sondagens mostravam Bolsonaro na liderança
Na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, seis pesquisas divulgadas em 29 de outubro apontavam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente de Jair Bolsonaro (PL). Os levantamentos, porém, apresentavam diferenças na vantagem estimada para cada candidato.
O Ipec indicava a maior diferença entre os dois, com 54% dos votos válidos para Lula e 46% para Bolsonaro, uma distância de oito pontos percentuais.
Datafolha e Genial/Quaest estimavam Lula com 52% e Bolsonaro com 48%. A CNT/MDA apontava 51,1% para o petista e 48,9% para o então presidente. Já a Paraná Pesquisas indicava uma disputa ainda mais apertada, com 50,4% para Lula e 49,6% para Bolsonaro.
A AtlasIntel estimava 53,4% dos votos válidos para Lula e 46,6% para Bolsonaro, diferença de 6,8 pontos percentuais.
📉 Resultado das urnas foi mais apertado
O resultado oficial confirmou a vitória de Lula, mas com uma diferença menor do que a estimada por parte dos institutos. O petista recebeu 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% de Bolsonaro, uma vantagem de 1,8 ponto percentual.
Embora os seis levantamentos citados apontassem Lula numericamente à frente, a precisão das estimativas variou. Na pesquisa da AtlasIntel, por exemplo, os percentuais estimados para os dois candidatos ficaram fora da margem de erro nominal informada pelo instituto.
🔎 Nem todas as pesquisas apontavam Lula na liderança
Outras sondagens divulgadas no período apresentavam Bolsonaro numericamente à frente, incluindo levantamentos atribuídos aos institutos Gerp, Veritá e Futura/ModalMais.
Assim, os seis levantamentos que indicavam Lula na liderança não representavam a totalidade das pesquisas divulgadas na véspera da votação. A comparação também evidencia que estar numericamente à frente não significa, necessariamente, ter uma vantagem estatisticamente conclusiva.


