💵 Operação apreende dinheiro em reais e dólares com carcereiro investigado por suposto favorecimento a presos
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) investiga suspeitas de tratamento privilegiado ao ex-vereador Milton Leite, do União Brasil, na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes. A apuração foi intensificada com a Operação Custódia (In)Fiel, que cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados à unidade prisional e a pessoas envolvidas na rotina do estabelecimento.
Durante a operação, foram apreendidos aproximadamente R$ 155 mil e US$ 10 mil na residência de um carcereiro investigado por supostamente permitir regalias a presos. O servidor público recebe salário mensal de pouco mais de R$ 9 mil, segundo informações divulgadas pela imprensa. A diferença entre a remuneração e o dinheiro encontrado levantou questionamentos, mas não comprova, por si só, a origem ilícita dos valores.
Os investigadores apuram se o agente teria facilitado visitas fora dos horários regulamentares e sem os registros exigidos, inclusive de pessoas sem vínculo familiar com os detentos. Também são investigadas possíveis concessões de benefícios especiais, como refeições diferenciadas.
Outro ponto divulgado pela imprensa foi a localização de dois celulares na cela de Milton Leite. A circunstância integra o contexto das suspeitas sobre possíveis irregularidades na unidade, mas ainda é necessário esclarecer como os aparelhos chegaram ao local e quem teria responsabilidade pelo ocorrido.
A investigação busca determinar se houve pagamento em troca de benefícios e se agentes públicos ou outras pessoas participaram de eventuais irregularidades. Entre as hipóteses investigadas estão possíveis crimes de corrupção ativa e passiva e prevaricação.
Milton Leite está preso temporariamente desde setembro de 2026, segundo as informações divulgadas sobre o caso. As suspeitas relacionadas à concessão de regalias e à origem do dinheiro apreendido ainda dependem da apuração das autoridades. A apreensão dos valores, isoladamente, não comprova a prática de corrupção nem estabelece uma ligação financeira direta com o ex-vereador.



