🏛️ Ministros divergiram sobre a condução do Caso Master, regras de distribuição de processos e suposto viés político-eleitoral; julgamento foi suspenso após pedido de vista
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) registrou uma discussão acalorada entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça durante sessão realizada em 15 de setembro, em meio à análise de questões processuais relacionadas ao Caso Master.
Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem na qual questionou a condução de procedimentos relacionados às apurações e criticou a transferência de uma das relatorias para o presidente do STF, Edson Fachin. O decano sustentou que a mudança deveria ter passado por sorteio e argumentou que a medida poderia contrariar regras regimentais e o princípio do juiz natural. Essa posição corresponde à interpretação jurídica apresentada por Gilmar, e não a uma conclusão definitiva da Corte.
Durante a sessão, Gilmar também acusou André Mendonça de ter conduzido parte das apurações com um suposto “viés político-eleitoral”. Entre os argumentos apresentados, o ministro questionou o momento em que determinadas medidas foram adotadas e a retirada do sigilo de informações antes da análise do plenário.
Mendonça reagiu às declarações e classificou como “leviana” a acusação de que teria atuado com finalidade político-eleitoral. O episódio provocou uma troca direta de argumentos entre os dois ministros.
A discussão envolvia ainda a possibilidade de reunir procedimentos relacionados às investigações do Banco Master, além de questões sobre relatoria e eventuais impedimentos. A proposta não foi concluída naquela sessão: o ministro Flávio Dino pediu vista, suspendendo a análise da questão de ordem.
As acusações feitas durante o debate permanecem como posições apresentadas pelos próprios ministros e não equivalem a uma decisão judicial que tenha reconhecido irregularidades na atuação de Fachin ou Mendonça.



