⚠️⛽ Crise econômica e energética se agrava na ilha, em meio à escassez de alimentos e combustíveis e às restrições impostas pelos Estados Unidos
Um estudo do Centro Cristão de Reflexão e Diálogo (CCRD) estima que 6,45 milhões de cubanos, equivalentes a 66% da população, vivem atualmente em situação de pobreza econômica. O levantamento foi divulgado em setembro e considera como critério a insuficiência de renda para cobrir o custo de uma cesta alimentar mínima e outras necessidades essenciais.
Segundo a pesquisa, trata-se de uma alta significativa em relação à estimativa anterior, de 45% em 2025. A socióloga Mayra Espina, coordenadora do levantamento, ressalvou que o percentual pode ser um pouco maior ou menor, classificando o resultado como uma estimativa indicativa da dimensão da crise.
O governo cubano não divulga estatísticas oficiais recentes sobre pobreza, o que faz com que levantamentos independentes sejam utilizados para dimensionar a situação socioeconômica da população.
A ilha também enfrenta uma grave crise energética, marcada por escassez de combustíveis e apagões recorrentes. As restrições ao fornecimento de petróleo impostas pelos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump agravaram as dificuldades no setor energético, segundo relatos internacionais.
A crise, porém, envolve diferentes fatores, incluindo problemas econômicos e estruturais internos, além das restrições externas. O cenário tem afetado o acesso da população a alimentos, energia e outros serviços básicos.



