🏛️ Senador afirma que decisão de Dino criou uma “anarquia judicial” e vê disputa de poder entre ministros; declarações são avaliações políticas, não fatos comprovados
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) criticou duramente a decisão do ministro Flávio Dino que determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal e de Leandro Almada à direção de Inteligência da instituição.
Para Vieira, a medida teria como principal consequência enfraquecer a autoridade de Edson Fachin na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador argumenta que Fachin já analisava um recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) contra o afastamento determinado pelo ministro André Mendonça e havia dado prazo para manifestações antes de uma decisão.
Na avaliação do parlamentar, Dino teria “atropelado” essa análise ao tomar uma decisão em outro processo, classificando o episódio como uma “anarquia judicial”. Vieira também afirmou enxergar uma disputa interna por poder no STF e acusou ministros de estarem trabalhando para proteger aliados, mencionando especificamente Alexandre de Moraes.
O senador ainda falou em um suposto “acordão” dentro da Corte e afirmou que o episódio poderá ter consequências políticas e eleitorais, especialmente diante da reação negativa de parte da população ao que ele considera uma disputa interna no Supremo. Essas afirmações representam a interpretação e as acusações políticas de Alessandro Vieira e não constituem, por si só, comprovação de que exista um acordo entre ministros ou uma ação destinada a proteger Moraes.
A crítica ocorre em meio a uma disputa institucional que começou com a decisão de André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues e Leandro Almada. Posteriormente, Dino determinou a reintegração dos dois, argumentando que o afastamento poderia prejudicar investigações policiais em andamento. A decisão de Dino também aumentou a pressão sobre Fachin, que já tinha em mãos o recurso da AGU contra a decisão de Mendonça.
No mesmo contexto, Fachin cancelou a sessão do Plenário do STF que estava prevista para esta quarta-feira (9), enquanto a crise envolvendo os ministros e a direção da Polícia Federal permanece sem uma solução definitiva.
O episódio evidencia uma forte disputa institucional dentro do próprio STF, envolvendo decisões individuais de ministros, a atuação da Polícia Federal e a definição sobre qual instância da Corte deverá dar a palavra final sobre os afastamentos.


