🚨 Marine One passou a pouco mais de 1,5 km de avião comercial após problemas de comunicação impedirem a torre de receber o aviso de decolagem; CENIPA foi acionado porque aeronave envolvida é um Embraer E170
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) notificou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) para participar da investigação de um incidente envolvendo o helicóptero presidencial Marine One, que transportava o presidente Donald Trump, e um avião comercial da Envoy Air.
O episódio ocorreu em 4 de agosto de 2026, nas proximidades do Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington. O helicóptero passou a pouco mais de 1,5 quilômetro do avião comercial, distância considerada inferior ao padrão de separação previsto para a operação.
🇧🇷 Por que o Brasil foi incluído na investigação?
A aeronave comercial envolvida era um Embraer E170, operado pela Envoy Air no voo com destino a Pensacola, na Flórida.
O Brasil foi notificado porque a Embraer é responsável pelo projeto da aeronave. De acordo com as normas internacionais de aviação, o Estado responsável pelo projeto pode participar de investigações desse tipo. Por isso, o CENIPA foi comunicado pelo NTSB.
📡 Falha na comunicação contribuiu para o incidente
Um relatório preliminar divulgado pelo NTSB apontou que o Marine One tentou avisar a torre de controle sobre a decolagem, mas as comunicações não foram recebidas adequadamente.
A equipe presidencial fez duas tentativas de contato. Na primeira, a transmissão não chegou ao controlador. Na segunda, o sinal apresentou falhas e ficou praticamente inaudível.
O helicóptero estava operando temporariamente a partir de um ponto alternativo da Casa Branca, no The Ellipse, devido às obras na sede do governo americano. Segundo os investigadores, havia problemas de linha de visada para a comunicação por rádio entre aquele local e os equipamentos utilizados pelo controle de tráfego aéreo.
🛑 Avião comercial recebeu autorização para decolar
O protocolo de segurança prevê que a equipe do Marine One comunique à torre a intenção de decolar com três minutos de antecedência. O aviso permite que pousos e decolagens na região sejam temporariamente interrompidos para garantir a passagem segura do helicóptero presidencial.
Como a torre não recebeu corretamente o aviso, o avião comercial foi autorizado a decolar.
As duas aeronaves acabaram ficando abaixo do padrão de separação aplicável. Já em voo, as tripulações conseguiram estabelecer comunicação, e a equipe do avião informou que mantinha contato visual com o Marine One.
Segundo a FAA, houve uma perda momentânea de separação, após a qual as aeronaves continuaram se afastando.
🛡️ Trump não esteve em perigo
Apesar da proximidade entre as aeronaves, não houve relatos de feridos entre passageiros ou tripulantes. Tanto o Marine One quanto o voo da Envoy Air seguiram normalmente e pousaram em segurança.
A Casa Branca afirmou que Trump não esteve em perigo em nenhum momento durante o incidente.
Após o episódio, a Administração Federal de Aviação (FAA) adotou medidas para melhorar a comunicação com o Marine One, incluindo o reposicionamento de uma antena e a revisão dos procedimentos relacionados às operações do helicóptero presidencial.
A investigação do NTSB continua em andamento, e o relatório preliminar ainda não representa a conclusão definitiva sobre todas as circunstâncias do incidente.



