🔎 Investigação aponta que criminosos receberam informações privilegiadas, apagaram provas e tentaram ocultar patrimônio antes da ação policial
Uma investigação da Polícia Federal revelou que uma quadrilha suspeita de desviar cerca de R$ 45 milhões de clientes da Caixa Econômica Federal teve acesso antecipado a uma decisão judicial sigilosa que autorizava uma operação contra o grupo.
Segundo a apuração, os criminosos receberam informações internas antes da ação policial e, semanas antes da operação ser deflagrada, começaram a apagar arquivos, esconder bens e preparar medidas para dificultar o trabalho dos investigadores.
A descoberta do vazamento ocorreu após a PF analisar celulares de integrantes da organização criminosa e encontrar registros de conversas contendo uma cópia da decisão protegida por segredo de Justiça.
💰 Fraude bancária atingiu clientes da Caixa e envolveu milhões de reais
A investigação começou em 2025, após denúncias de golpes contra clientes da Caixa Econômica Federal.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo invadia contas bancárias e desviava recursos de vítimas, incluindo:
- Beneficiários do FGTS;
- Pessoas que recebiam auxílio emergencial;
- Clientes comuns da instituição financeira.
O prejuízo estimado chegou a aproximadamente R$ 45 milhões.
A PF afirma que parte do dinheiro financiava um padrão elevado de vida dos investigados, enquanto algumas vítimas relataram dificuldades após perderem valores usados para despesas básicas.
🕵️ Organização criminosa tinha núcleos em São Paulo e Rio de Janeiro
As investigações identificaram diferentes funções dentro do grupo:
📍 São Paulo
Segundo a PF, o casal Matheus Casado Natário e Isabely Alves de Sousa coordenava fraudes e obtinha acesso às contas das vítimas.
A investigação aponta ainda que eles criaram uma empresa nas Ilhas Virgens Britânicas e mantinham parte dos recursos desviados em criptomoedas, estratégias que poderiam dificultar o rastreamento dos valores.
📍 Rio de Janeiro
Os investigadores apontam Jader Henrique Areas de Almeida como responsável pela coordenação das ações criminosas, definindo operações e distribuindo dados das vítimas.
Já Enzo Grillo Filho é apontado como operador financeiro do esquema, responsável pela movimentação de recursos entre os integrantes.
⚠️ Documento secreto da Justiça chegou às mãos dos criminosos
O principal avanço da investigação ocorreu quando a PF encontrou no celular de um dos suspeitos a íntegra de uma decisão judicial que autorizava medidas contra a quadrilha.
O documento deveria estar restrito a:
- Magistrados;
- Investigadores autorizados;
- Servidores da Justiça Federal.
Segundo a PF, um dos líderes da organização chegou a apagar mensagens contendo o arquivo, mas deixou uma cópia armazenada no próprio celular.
A partir dessa evidência, os investigadores passaram a rastrear como o documento saiu do sistema judicial.
🏛️ PF investiga servidores suspeitos de participação no vazamento
A investigação apontou que o primeiro acesso ao documento teria sido realizado por um servidor da Justiça Federal identificado como Jackson Cozendey.
Segundo a PF, ele não teria justificativa funcional para consultar aquele processo e é apontado como suspeito de repassar informações sigilosas em troca de vantagens financeiras.
Os investigadores também analisam a participação de outros servidores públicos no possível vazamento.
A defesa de Jackson Cozendey e de sua esposa, Gabrielle Cozendey, afirmou que eles não possuem ligação com os fatos investigados.
💵 Movimentação financeira levantou suspeitas
A PF identificou movimentações consideradas incompatíveis durante a investigação.
Segundo os investigadores, Gabrielle Cozendey declarou renda mensal de aproximadamente R$ 5,2 mil, mas teria movimentado cerca de R$ 1,74 milhão em seis meses, valor que passou a ser analisado pelos investigadores.
🚔 Investigação continua com novas medidas previstas
Além do vazamento de informações, a PF também investiga possíveis ameaças contra agentes envolvidos no caso.
Segundo a apuração, integrantes da quadrilha chegaram a discutir ações contra o delegado responsável pelo inquérito, embora o plano não tenha sido executado.
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal avaliam novos mandados de busca e apreensão, inclusive dentro da própria Justiça Federal, para esclarecer a origem do vazamento.
Até o momento, as investigações continuam em andamento e os envolvidos são considerados suspeitos.



