💊 PF aponta uso de medicamentos controlados para sedar vítimas; crimes eram registrados e vídeos vendidos na internet
Uma investigação da **Polícia Federal (PF) em parceria com autoridades internacionais revelou um esquema de abusos sexuais envolvendo mulheres brasileiras que teriam sido dopadas com medicamentos controlados por pessoas próximas.
Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam substâncias para reduzir a capacidade de reação das vítimas, cometiam os abusos e registravam as agressões em vídeos, que posteriormente eram compartilhados e comercializados em plataformas digitais e aplicativos de mensagens.
🌎 Rede internacional foi descoberta após alerta da Europol
As investigações começaram após um alerta da Europol, agência de cooperação policial da União Europeia. Autoridades alemãs identificaram inicialmente a atuação de um grupo criminoso e descobriram que a rede operava em pelo menos nove países, incluindo o Brasil.
A partir das informações compartilhadas internacionalmente, a Polícia Federal passou a investigar brasileiros suspeitos de integrar o esquema.
💊 Medicamentos eram usados para dopar vítimas
De acordo com a PF, os investigados utilizavam medicamentos de prescrição controlada para deixar as vítimas sem condições de reagir.
Mensagens analisadas pelos investigadores indicam que integrantes do grupo discutiam formas de administrar as substâncias sem levantar suspeitas, incluindo a possibilidade de triturar comprimidos e misturá-los em bebidas.
Uma das vítimas relatou ter sofrido episódios de perda de memória após consumir pouca quantidade de álcool:
“Eu perguntava por que eu tinha perdido a memória se eu tinha bebido tão pouco.”
🏠 Vítimas eram atacadas por pessoas de confiança
Um dos principais pontos identificados pela investigação é que muitos abusos teriam sido cometidos por pessoas próximas às vítimas, como parceiros ou familiares.
Segundo a PF, essa proximidade dificultava que as mulheres percebessem imediatamente o que estava acontecendo, já que confiavam nos suspeitos e não imaginavam que estavam sendo dopadas.
Uma vítima relatou que encontrava medicamentos nos pertences do namorado, mas acreditava na explicação dada por ele de que seriam remédios para insônia.
🎥 Abusos eram gravados e comercializados
A investigação apontou que os crimes não se limitavam às agressões. Os suspeitos também registravam os abusos em vídeos e negociavam esse material em sites e aplicativos de mensagens.
Segundo os investigadores, algumas conversas analisadas indicavam ofertas de vídeos e imagens das vítimas por valores que chegavam a partir de R$ 59.
🚔 Suspeitos foram identificados pela Polícia Federal
Até o momento, a PF identificou cinco homens envolvidos nas investigações. Quatro deles estão presos e um responde em liberdade.
Os suspeitos são dos estados do:
- Pará;
- Ceará;
- Bahia;
- São Paulo;
- Rio Grande do Sul.
A Polícia Federal afirma que as apurações continuam para identificar outros possíveis integrantes da rede.
⚖️ Crime exige atenção e denúncia rápida
Especialistas alertam que casos de submissão química podem ser difíceis de comprovar porque algumas substâncias deixam o organismo rapidamente.
Em situações de suspeita de dopagem ou violência sexual, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente, realizar exames periciais e registrar ocorrência junto às autoridades.



