🏛️ Parlamentar segue preso após audiência de custódia; investigação apura suposto esquema de lavagem de dinheiro no setor de transporte e vereador pede afastamento temporário do PT
A Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva do vereador Senival Moura (PT), detido durante a Operação Última Parada, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi tomada após audiência de custódia e mantém o parlamentar preso enquanto as investigações prosseguem.
A operação, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, apura a possível utilização de empresas do setor de transporte coletivo para ocultar recursos provenientes de atividades criminosas. Segundo os investigadores, Senival Moura seria um dos alvos centrais da apuração.
🚍 Investigação envolve empresa de ônibus e suposta lavagem de dinheiro
De acordo com a investigação, o vereador é suspeito de exercer influência sobre a administração da empresa de ônibus Transunião, concessionária do transporte público na capital paulista.
A Polícia Civil investiga se a empresa teria sido utilizada para movimentar e ocultar recursos supostamente ligados ao PCC. As autoridades também analisam documentos financeiros, contratos e a evolução patrimonial dos investigados para identificar possíveis irregularidades.
Até o momento, as acusações ainda estão em fase de investigação e não há condenação judicial.
🏠 Patrimônio do vereador também é alvo de apuração
Além da suposta atuação no esquema investigado, a Polícia Civil também analisa o patrimônio do parlamentar.
Os investigadores apuram a aquisição de imóveis de alto valor e buscam verificar se os bens são compatíveis com a renda declarada pelo vereador ou se possuem relação com o suposto esquema de lavagem de dinheiro investigado.
Essa análise faz parte do conjunto de diligências realizadas durante a operação e ainda depende da conclusão das investigações.
🏛️ Vereador solicita afastamento temporário do PT
Após a prisão, Senival Moura solicitou o afastamento temporário de sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Em nota, o diretório municipal informou que o pedido foi apresentado para que o vereador possa concentrar sua atuação na própria defesa e para evitar que o caso seja associado ao partido. A legenda também informou que encaminhará o caso para análise de sua Comissão de Ética.
⚖️ Defesa nega irregularidades
A defesa do vereador afirmou que recebeu a decisão judicial com inconformismo, sustenta que Senival Moura não possui qualquer vínculo com organizações criminosas e afirma que demonstrará sua inocência durante o andamento do processo.
As investigações seguem em curso, e a Polícia Civil continua reunindo provas para esclarecer a participação dos investigados no suposto esquema.



