A disputa em torno da criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do caso Master ganhou um novo capítulo no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça recebeu mais um pedido para determinar a instalação da comissão, ampliando a pressão sobre o Congresso Nacional para dar andamento à investigação.
A nova ação foi apresentada pelo deputado federal Carlos Jordy, que alega que os requisitos constitucionais para a criação da CPMI já foram cumpridos e que a demora na instalação da comissão viola o direito das minorias parlamentares de fiscalizar e investigar fatos de interesse público.
⚖️ Entenda o impasse
A CPMI tem como foco apurar fatos relacionados ao caso Master, que vem gerando repercussão política e jurídica em Brasília. Segundo os autores dos pedidos encaminhados ao STF, o requerimento já conta com o número mínimo de assinaturas exigido pela Constituição, mas ainda aguarda providências formais para sua instalação.
Os parlamentares argumentam que, uma vez cumpridos os requisitos legais, a criação da comissão não dependeria de decisão política da presidência do Congresso, mas de um procedimento obrigatório previsto no regimento e na jurisprudência do Supremo.
📋 Três ações sob a relatoria de Mendonça
Com o novo pedido, André Mendonça passa a concentrar três ações relacionadas à instalação da CPMI. Outras iniciativas semelhantes foram apresentadas anteriormente pelos deputados Kim Kataguiri e Lindbergh Farias.
A expectativa agora é pela análise dos processos e pela definição dos próximos passos da Corte diante da controvérsia.
🏛️ Papel do Congresso
Os autores das ações atribuem a paralisação do processo ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, que ainda não deu seguimento ao requerimento de instalação da comissão.
O caso reacende o debate sobre os limites da atuação do Judiciário em questões internas do Legislativo e sobre o alcance do chamado “direito das minorias parlamentares” na criação de CPIs e CPMIs.
⏳ O que pode acontecer agora?
O ministro André Mendonça deverá analisar os pedidos apresentados e decidir se há fundamentos para determinar alguma medida relacionada à instalação da comissão ou se o tema deve permanecer sob responsabilidade exclusiva do Congresso Nacional.
Enquanto isso, a discussão continua movimentando os bastidores políticos de Brasília e ampliando a pressão sobre os parlamentares envolvidos na condução do caso.



