🌎 Secretário de Estado destaca parceiros americanos, mas coloca Brasil entre as exceções
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (2) que o continente americano vive um momento de forte aproximação com Washington, mas surpreendeu ao citar o Brasil entre os países que não fazem parte desse grupo de aliados mais próximos.
Durante depoimento ao Congresso norte-americano, Rubio declarou que a região é composta majoritariamente por “amigos e aliados” dos Estados Unidos, mas mencionou explicitamente o Brasil ao lado de países como Nicarágua, Cuba e Venezuela como exceções.
Segundo ele, a situação brasileira estaria relacionada ao atual contexto político e eleitoral do país.
🇧🇷 Lula reage às declarações
As falas ocorreram no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou Rubio ao comentar a recente proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre determinados produtos brasileiros.
Lula afirmou que o secretário de Estado mantém uma postura historicamente crítica em relação à América Latina e sugeriu que Rubio não demonstra simpatia pelo Brasil. O presidente também relembrou sua visita recente aos Estados Unidos e destacou que o secretário não participou de uma reunião realizada com o presidente americano.
💰 Contexto de atritos comerciais
As declarações acontecem em meio ao aumento das tensões entre Brasília e Washington. Na segunda-feira (1º), o Escritório de Comércio dos Estados Unidos concluiu uma investigação que apontou supostas práticas brasileiras consideradas prejudiciais aos interesses comerciais norte-americanos.
Como resultado, foi proposta uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, embora uma ampla lista de exceções tenha sido incluída para itens estratégicos como café, carnes, frutas, aeronaves e fertilizantes.
A medida ainda depende de consultas públicas e audiências antes de uma eventual implementação.
⚔️ Rubio também fala sobre crise no Oriente Médio
Durante a audiência, Rubio abordou ainda a guerra no Oriente Médio e negou que as negociações entre Estados Unidos e Irã tenham sido encerradas.
Segundo o secretário, os diálogos continuam ativos e incluem discussões sobre o programa nuclear iraniano. A declaração contrasta com informações divulgadas por fontes iranianas, que afirmaram que os contatos entre os negociadores dos dois países foram interrompidos nos últimos dias.
O conflito e seus custos políticos e econômicos devem continuar sendo tema central dos debates no Congresso americano nas próximas semanas.


