A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República consideraram insuficiente a proposta inicial de delação premiada apresentada pela defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no âmbito da Operação Compliance Zero.
Segundo apuração, o material entregue anteriormente não trouxe informações inéditas relevantes para o avanço das investigações, o que levou os órgãos a solicitarem novos elementos e provas que pudessem sustentar um eventual acordo de colaboração.
Em resposta, a defesa apresentou nesta semana novos anexos com o conteúdo da delação. O material foi entregue em formato digital e agora passa por análise técnica das autoridades, que vão avaliar se há informações novas e se os relatos são acompanhados de evidências consistentes.
O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, foi comunicado sobre a entrega.
As autoridades também seguem examinando dados apreendidos com o investigado, incluindo diversos aparelhos celulares, considerados peças-chave para confrontar as informações apresentadas na tentativa de acordo.
A formalização da delação depende da validação do conteúdo e da comprovação dos fatos relatados. Até que um eventual acordo seja assinado, as informações fornecidas não podem ser utilizadas judicialmente.
A expectativa é que a análise dos novos documentos leve semanas, diante do volume de dados e da necessidade de verificação detalhada por parte dos investigadores.
O caso envolve suspeitas de fraudes no mercado financeiro investigadas pela Polícia Federal.



