O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia entrou em aplicação provisória nesta sexta-feira (1º), após mais de duas décadas de negociações. A abertura comercial já começa a reduzir tarifas e ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu, mas os efeitos tendem a variar entre setores da economia.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa passam a ter tarifa zerada nesta fase inicial, abrangendo mais de 5 mil produtos.
🟢 Quem deve se beneficiar
🌾 Agronegócio exportador
O setor deve sentir os efeitos mais imediatos. Produtos como carnes, café, açúcar, etanol e óleos vegetais ganham espaço no mercado europeu, mesmo com a existência de cotas para itens mais sensíveis.
🏭 Indústria exportadora
Diferente de outros acordos, a indústria também aparece entre os beneficiados. Máquinas, equipamentos, produtos químicos e itens metalúrgicos passam a competir com menos barreiras tarifárias, o que pode ampliar as vendas externas.
🚢 Indústria que depende de insumos importados
Empresas que utilizam máquinas e componentes europeus podem reduzir custos ao longo do tempo, com a queda gradual das tarifas de importação, aumentando a eficiência e a competitividade.

🔴 Quem enfrenta mais desafios
⚙️ Indústria menos competitiva
Setores voltados ao mercado interno e com menor capacidade tecnológica devem enfrentar maior concorrência de produtos europeus. O impacto tende a ser gradual, com perda de espaço ao longo dos anos.
👨🌾 Pequenos produtores
Agricultura familiar e produtores de itens como queijos, vinhos e produtos artesanais podem ser pressionados pela entrada de produtos europeus, muitas vezes mais competitivos e produzidos em larga escala.

📊 Impacto econômico
A expectativa do governo é de um impacto positivo, porém limitado, no Produto Interno Bruto (PIB), com crescimento entre 0,3% e 0,5% até 2040. Os ganhos devem se concentrar em setores mais integrados ao comércio internacional.



