A investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, ocorrida em fevereiro de 2026 na região central de São Paulo, aponta indícios de que a cena do crime pode ter sido alterada após o disparo.
O principal suspeito é o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima, que foi preso preventivamente e responde por suspeita de feminicídio e fraude processual.
🔍 Cartucho desaparecido é peça-chave
Segundo o inquérito conduzido pela Polícia Civil de São Paulo, um dos pontos centrais da apuração é o desaparecimento do cartucho da munição utilizada no disparo.
Para os investigadores, a eventual retirada do estojo da cena pode ter sido intencional, com o objetivo de dificultar a análise pericial. A posição do cartucho é considerada fundamental para reconstituir a dinâmica do tiro e identificar com precisão a autoria.
A ausência desse elemento é tratada como possível indício de fraude processual.
⚖️ Perícia contesta versão de suicídio
Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita após a análise técnica indicar inconsistências na versão apresentada pelo suspeito.
Laudos periciais apontam elementos incompatíveis com a hipótese de autolesão, incluindo sinais de possível contenção física e características do disparo que sugerem a participação de outra pessoa.
🚨 Prisão e andamento do caso
Com base nas evidências reunidas, a Justiça decretou a prisão preventiva do tenente-coronel, considerando o risco de interferência nas investigações e a gravidade dos fatos.
O caso segue em apuração, e as autoridades buscam esclarecer a dinâmica completa do ocorrido, incluindo a eventual manipulação da cena do crime.



