Um bar localizado na Lapa, no Rio de Janeiro, se tornou alvo de debate nas redes sociais após exibir uma placa informando que cidadãos dos Estados Unidos e de Israel não seriam bem-vindos no estabelecimento.
O local, chamado “Partisan”, pertence ao empresário Thiago Braga Vieira. Após a repercussão do caso, o Procon-RJ aplicou multa de R$ 9,5 mil, classificando a prática como discriminatória e abusiva por restringir o acesso de consumidores com base em nacionalidade.
Além da atividade comercial, o proprietário possui histórico de atuação política e social, sendo ligado a movimentos pela legalização da cannabis e filiado ao PSOL. Essas informações foram citadas em reportagens como parte do perfil público do empresário.
A repercussão do caso gerou reações divergentes. Enquanto alguns defenderam o direito à liberdade de expressão do dono do estabelecimento, outros criticaram a medida por considerá-la discriminatória. A vereadora Tainá de Paula afirmou nas redes sociais que atitudes desse tipo representam um excesso de radicalização, destacando que não se deve associar cidadãos às ações de seus governos.
O episódio ocorre em meio a debates mais amplos sobre o conflito no Oriente Médio e os limites entre posicionamento político e práticas comerciais.
Até o momento, o caso não envolve processo judicial criminal, mas permanece como tema de discussão pública e administrativa.



