O prazo da janela partidária se encerra nesta sexta-feira (3), concluindo um período de 30 dias em que deputados federais puderam trocar de partido sem risco de perda de mandato. A medida, prevista na legislação eleitoral brasileira, ocorre sempre no ano da eleição e seis meses antes do pleito.
⚖️ Mudanças impactam composição das bancadas
Durante o período, dezenas de parlamentares mudaram de legenda, provocando uma reorganização no equilíbrio de forças dentro da Câmara dos Deputados.
O PL foi o principal beneficiado, ampliando sua bancada e mantendo-se como o maior partido da Casa. Já o PT permanece como a segunda maior força.
Por outro lado, o União Brasil perdeu espaço relativo e deixou de ocupar sozinho a terceira posição, agora disputada com outras siglas como PP e PSD.
📊 Reorganização política e estratégia eleitoral
As mudanças refletem, em grande parte, estratégias eleitorais. Parlamentares tendem a migrar para partidos onde avaliam ter melhores condições de reeleição, considerando fatores como:
- distribuição do fundo eleitoral
- tempo de propaganda
- composição das chapas
A regra da janela partidária existe porque, no sistema proporcional, o mandato é considerado pertencente ao partido — entendimento consolidado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
🏛️ Efeitos no funcionamento do Congresso
O período também impactou o ritmo do Legislativo. Nas semanas finais da janela, houve redução nas votações e maior foco dos parlamentares em negociações políticas e articulações eleitorais.
🔜 Próximos passos
Com o fim da janela, o cenário partidário começa a se estabilizar. A partir de agora, o foco se volta para:
- prazo final de filiação partidária
- convenções partidárias
- definição de candidaturas
As eleições de 2026 estão marcadas para 4 de outubro (primeiro turno), com eventual segundo turno em 25 de outubro.



