O Primeiro Comando da Capital foi comparado às tradicionais máfias italianas por sua estrutura e alcance internacional em uma reportagem do The Wall Street Journal, publicada na segunda-feira (20). Segundo o veículo, a facção brasileira se consolidou como uma das principais forças do crime organizado no mundo.
De acordo com a publicação, o grupo atua como uma verdadeira “multinacional do crime”, com alto nível de organização, disciplina interna e capacidade de operar em diferentes países sem necessidade de controle territorial direto.
🌍 Expansão internacional
A reportagem destaca que o PCC tem ampliado sua presença global, com atuação em cerca de 30 países. Nos Estados Unidos, autoridades já identificaram pessoas ligadas à facção em estados como Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee.
O grupo estaria desempenhando papel central na reconfiguração das rotas internacionais de cocaína, conectando a produção na América do Sul aos principais portos da Europa e avançando também em território americano.

🧠 Estrutura e funcionamento
Segundo o jornal, o PCC mantém uma organização interna rígida, com regras próprias e processos estruturados de recrutamento. Novos integrantes seguem um código disciplinar e, em alguns casos, passam por rituais de entrada realizados até mesmo por videoconferência.
A facção também adota uma postura discreta, priorizando lucro e expansão, evitando exposição pública — característica que, segundo analistas, contribui para sua longevidade e crescimento.
💰 Atividades e fontes de receita
Além do tráfico internacional de drogas, o grupo diversifica suas operações em diferentes frentes ilícitas, como:
- lavagem de dinheiro
- exploração de recursos naturais (ouro, madeira, pesca)
- tráfico de pessoas
- uso de empresas e negócios para ocultação de recursos
Há ainda indícios de uso de estruturas como igrejas e negócios formais para facilitar a circulação e disfarce de valores ilícitos.
⚠️ Alerta internacional
A dimensão global do PCC tem gerado preocupação fora do Brasil. Nos Estados Unidos, há discussões sobre classificar a facção como organização terrorista estrangeira, embora essa medida enfrente resistência do governo brasileiro.
Especialistas ouvidos pelo jornal apontam que o grupo passou a atuar como uma espécie de “governo do mundo ilegal”, regulando atividades criminosas e impondo regras entre seus integrantes e parceiros.



