A líder da oposição venezuelana María Corina Machado reuniu milhares de apoiadores neste sábado (18) na Puerta del Sol, em Madri, durante um ato marcado por discursos de mobilização política e esperança de reconstrução da Venezuela.
Diante de uma multidão formada majoritariamente por venezuelanos que vivem no exterior, Machado afirmou que a diáspora deve se preparar para “o dia do reencontro e da reconstrução” do país.
“Aqui estamos iniciando o retorno para casa”, declarou a opositora, enquanto manifestantes entoavam palavras de ordem pedindo eleições livres.
🗣️ Discurso foca em reconstrução após o chavismo
Durante o evento, Machado destacou que o período de mais de duas décadas sob governos chavistas — iniciados com Hugo Chávez e mantidos sob Nicolás Maduro — representa, segundo ela, uma fase que antecede um novo momento político no país.
A líder afirmou que os venezuelanos que deixaram o país ao longo dos anos se prepararam, no exterior, para contribuir com uma futura reconstrução nacional.
“Tudo o que fizemos durante estes longos anos foi nos preparar para um momento de reencontro e de construção de uma nação que será livre”, disse.

🌍 Espanha como centro da diáspora venezuelana
A escolha de Madri como palco do ato tem forte simbolismo. A Espanha abriga uma das maiores comunidades de venezuelanos fora da América Latina, com cerca de 700 mil cidadãos vivendo no país.
Entre os presentes, o sentimento predominante era de expectativa por mudanças. Muitos relataram esperança de retorno à Venezuela em um cenário político mais estável.
🇺🇸 Articulação internacional e retorno ao país
Em compromissos paralelos à manifestação, Machado afirmou que mantém diálogo com autoridades internacionais e que discute, em linhas gerais, as condições para um eventual retorno à Venezuela.
Segundo ela, esse processo faz parte de um esforço mais amplo para viabilizar uma transição política no país, embora não haja definição concreta sobre prazos ou condições.
⚖️ Críticas políticas e cenário regional
A opositora também fez críticas a lideranças internacionais. Entre elas, ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que sugeriu alternativas políticas para a crise venezuelana.
Machado rejeitou propostas de composição com setores ligados ao atual governo venezuelano e defendeu a realização de eleições livres como caminho central para resolver o impasse político.

📊 Contexto
O ato em Madri ocorre em meio a um cenário de pressão internacional por mudanças na Venezuela e reforça a estratégia da oposição de mobilizar a diáspora como parte do debate político.
A manifestação também marca uma rara aparição internacional de Machado após anos com atuação mais restrita dentro do país.



