O recente aumento no preço do querosene de aviação (QAV) no Brasil deve impactar diretamente o setor aéreo e pode levar à elevação das tarifas nos próximos meses, segundo especialistas e representantes da indústria.
A Petrobras anunciou um reajuste de mais de 50% no valor do combustível vendido às distribuidoras, refletindo a alta do petróleo no mercado internacional em meio às tensões no Oriente Médio.
📊 Combustível ganha peso crítico nos custos
De acordo com a Abear, o QAV passou a representar cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas — um salto relevante em relação aos níveis anteriores, próximos de 30%.
A entidade alerta que o aumento pode gerar “consequências severas”, incluindo:
- redução na oferta de voos
- dificuldades na abertura de novas rotas
- impacto na conectividade aérea do país
💸 Passagens podem subir — mas com variação
Especialistas do setor projetam que o aumento nos custos pode ser parcialmente repassado aos consumidores, com impacto estimado entre 10% e 20% nas tarifas, dependendo das condições de mercado.
Ainda assim, o repasse não deve ocorrer de forma uniforme ou imediata, já que fatores como demanda, ocupação dos voos e concorrência influenciam a estratégia de preços das companhias.
📉 Efeitos já começam a aparecer
Algumas empresas já começaram a ajustar suas operações diante do novo cenário. Há registros de aumento recente no preço médio das passagens e medidas para conter custos, como a redução da oferta de voos.
Executivos do setor indicam que a alta do combustível tende a pressionar as tarifas sempre que houver elevação significativa nos custos operacionais.
🧭 Governo avalia medidas
Diante do impacto, o governo federal estuda alternativas para mitigar os efeitos sobre o setor, incluindo possíveis ajustes tributários e mecanismos de financiamento.
A Petrobras também anunciou medidas para suavizar o impacto imediato do reajuste, como o parcelamento de parte do aumento para distribuidoras.
📌 Contexto internacional
A alta do QAV acompanha a valorização do petróleo no mercado global, impulsionada por conflitos no Oriente Médio. Mesmo com produção majoritariamente nacional, o preço do combustível no Brasil segue a paridade internacional, ampliando os efeitos das oscilações externas.



