O endividamento das famílias brasileiras segue em patamar elevado e já influencia o debate econômico e político em torno da eleição presidencial de 2026. Apesar de sinais de melhora no mercado de trabalho, muitos brasileiros relatam perda de poder de compra e dificuldade para equilibrar o orçamento.
📉 Cenário econômico
Dados recentes apontam que cerca de 80% das famílias possuem algum tipo de dívida, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Além disso, aproximadamente metade da população adulta aparece com restrições de crédito, segundo levantamentos da Serasa.
Economistas explicam que, mesmo com melhora em indicadores como emprego e renda média, o impacto de juros elevados, crédito caro e inflação de itens essenciais continua pressionando o orçamento das famílias.

🧠 Debate sobre causas
Especialistas apontam que o fenômeno não tem uma causa única. Entre os fatores citados estão o acúmulo de dívidas pós-pandemia, a expansão do crédito com custo elevado e a maior participação de empregos de menor renda ou informalidade.
Também há destaque para mudanças no comportamento financeiro, incluindo o uso de crédito rotativo e empréstimos de alto custo.

🗳️ Reflexo na política
O tema começa a aparecer com mais frequência no discurso de atores políticos, que passam a tratar o custo de vida e o endividamento como pontos centrais na disputa de narrativa. Discussões sobre programas de renegociação de dívidas e medidas de alívio financeiro também entram no radar do governo e de seus críticos.
📌 Contexto geral
Mesmo com indicadores macroeconômicos positivos em alguns setores, como queda do desemprego e crescimento da renda média, pesquisas mostram que a percepção da população ainda é de piora no poder de compra, especialmente devido ao aumento do custo de alimentos, energia e crédito.



