Brasília — O Ministério das Relações Exteriores divulgou nesta semana uma nota oficial sobre a situação no Irã, afirmando que o governo brasileiro acompanha com preocupação os desdobramentos da nova onda de protestos que atinge o país desde o fim de dezembro de 2025.
No comunicado, o Itamaraty lamenta as mortes registradas durante as manifestações e reforça a posição tradicional da diplomacia brasileira em favor do princípio da não intervenção, destacando que cabe ao povo iraniano decidir, de forma soberana, os rumos de seu país.
O governo brasileiro também defendeu o diálogo pacífico, substantivo e construtivo entre as partes envolvidas, como caminho para a redução das tensões e a preservação da estabilidade.

Situação de brasileiros no país
Segundo a nota, a Embaixada do Brasil em Teerã permanece em contato com a comunidade brasileira e, até o momento da divulgação do comunicado, não havia registro de cidadãos brasileiros mortos ou feridos em decorrência dos protestos.
Repercussão e críticas
A posição adotada pelo Itamaraty gerou reações distintas no Brasil. Especialistas em política externa apontam que o texto segue a linha histórica da diplomacia brasileira, que prioriza a defesa da soberania nacional dos Estados e a busca por soluções negociadas.
Por outro lado, organizações de direitos humanos e parlamentares da oposição criticaram o tom da nota, avaliando que o governo poderia ter feito uma condenação mais explícita à repressão relatada por entidades internacionais.

Contexto internacional
A crise no Irã tem provocado manifestações de preocupação por parte de diversos países e organismos multilaterais. O governo iraniano, por sua vez, atribui os protestos a interferência externa e afirma que atua para preservar a ordem e a segurança nacional.
Até o momento, o Itamaraty não mencionou sanções, execuções ou números específicos de vítimas em seu posicionamento oficial, limitando-se a expressar preocupação humanitária e a defesa do diálogo.










