TEERÃ – O Irã entrou hoje, 9 de janeiro de 2026, em um estado de paralisia quase total após o governo impor um apagão nacional de internet. A medida extrema tenta conter a maior onda de protestos antigovernamentais das últimas décadas, que analistas internacionais já descrevem como o “momento Muro de Berlim” do regime islâmico.
O Estopim: Fome e Rial em Queda Livre
O que começou como uma revolta comercial no Grande Bazar de Teerã na semana passada espalhou-se por mais de 100 cidades e todas as 31 províncias do país. O motivo inicial foi a crise econômica asfixiante:
- Inflação Desenfreada: O custo de vida tornou itens básicos inacessíveis.
- Desvalorização da Moeda: O rial atingiu mínimas históricas, paralisando o comércio.
- Sanções e Pressão Externa: A pressão internacional, intensificada por recentes movimentos geopolíticos dos EUA na região, agravou o isolamento econômico do país.

Escalada de Violência e Baixas
Relatos de organizações de direitos humanos e vídeos verificados indicam um cenário de guerra urbana.
- Vítimas: Estima-se que ao menos 45 pessoas morreram nos confrontos (incluindo crianças e membros das forças de segurança).
- Prisões: Mais de 2.200 manifestantes teriam sido detidos até o momento.
- Resistência: Em várias localidades, manifestantes foram vistos incendiando veículos policiais e entoando gritos de “Morte ao ditador”, direcionados ao Líder Supremo, Ali Khamenei.
Divisões no Poder e Ameaças Externas
Dentro do governo, as rachaduras começam a aparecer. O presidente Masoud Pezeshkian adotou um tom mais conciliador, pedindo “máxima contenção” e alertando que, se os problemas de subsistência não forem resolvidos, o regime enfrentará o colapso. Em contraste, a ala linha-dura e a Guarda Revolucionária prometem uma “resposta firme” contra o que chamam de “arruaceiros” e “agentes estrangeiros”.
No cenário global, a tensão é máxima. O presidente dos Estados Unidos declarou nas redes sociais que o país está “pronto para agir” caso o regime continue a usar força letal contra manifestantes pacíficos. Israel, por sua vez, mantém-se em alerta máximo após a suspensão definitiva das negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Impacto Global: O mercado de energia já sente os reflexos, com os preços do petróleo Brent e WTI operando em alta devido ao risco de interrupção no fornecimento e à instabilidade no Estreito de Ormuz.










