Tel Aviv, 18 de março de 2026 – O Irã lançou mísseis balísticos equipados com bombas de fragmentação (munições cluster) contra áreas centrais de Israel nesta quarta-feira, em retaliação à morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã.
Vítimas e danos
Autoridades israelenses confirmaram a morte de um casal de idosos em Ramat Gan, atingido por submunições dentro de seu apartamento, e ferimentos em pelo menos cinco pessoas em cidades próximas, incluindo Kafr Qasem, Petah Tikva e Bnei Brak.
Segundo relatos, as submunições caíram sobre áreas residenciais, ruas e estabelecimentos comerciais. De acordo com especialistas, a dispersão das pequenas bombas torna difícil a interceptação completa pelos sistemas de defesa, como o Domo de Ferro.
Bombas de fragmentação: riscos e contexto
As munições cluster se abrem no ar, liberando múltiplas submunições sobre uma área ampla, o que as torna altamente perigosas para civis. Muitas não explodem no impacto e podem permanecer ativas por anos, funcionando como minas terrestres.

O uso dessas armas é altamente controverso e condenado por organizações internacionais, embora Israel e Irã não sejam signatários da Convenção sobre Munições Cluster de 2008. Historicamente, Israel também já utilizou esse tipo de armamento em confrontos com o Hezbollah no Líbano.
Especialistas destacam que o Irã está utilizando munições cluster como estratégia para contornar as defesas aéreas de Israel, forçando a população a permanecer em abrigos e aumentando o consumo de interceptadores de mísseis, com impacto psicológico e logístico sobre a população.
Contexto da escalada
O ataque ocorre em meio à escalada da guerra iniciada no final de fevereiro de 2026. Autoridades iranianas afirmam que os mísseis lançados hoje fazem parte de uma retaliação direta pela morte de Ali Larijani. A tensão na região mantém atenção internacional sobre os riscos humanitários e estratégicos do conflito.










