BRASÍLIA – O governo federal oficializou o aumento do Imposto de Importação (II) sobre mais de mil produtos estrangeiros, incluindo equipamentos eletrônicos, itens de informática, máquinas industriais e bens de capital. A medida foi aprovada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
As novas alíquotas começaram a entrar em vigor no início de fevereiro e terão aplicação escalonada ao longo das próximas semanas.
O que muda na prática
O reajuste atinge uma ampla lista de produtos, incluindo:
- Equipamentos de informática
- Componentes eletrônicos
- Máquinas industriais
- Bens de capital
- Smartphones e outros dispositivos eletrônicos
Em alguns casos, o aumento pode chegar a até 7,2 pontos percentuais sobre a alíquota anterior, dependendo do item e da classificação tarifária.
Justificativa do governo
Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão busca conter a escalada das importações registrada nos últimos meses e proteger a indústria nacional de possíveis desequilíbrios competitivos.
A equipe econômica argumenta que o crescimento acelerado das compras externas poderia afetar cadeias produtivas locais, comprometendo empregos e investimentos no setor industrial.
Além do objetivo de estímulo à produção interna, o governo estima arrecadar cerca de R$ 14 bilhões adicionais em 2026 com a revisão tarifária, contribuindo para o cumprimento da meta fiscal.
Impacto no consumidor e nas empresas
Especialistas apontam que o aumento do Imposto de Importação pode ter efeito direto nos preços ao consumidor final, especialmente em produtos eletrônicos e equipamentos de tecnologia.
Isso ocorre porque o imposto incide na base de cálculo de outros tributos, como IPI, PIS/Cofins e ICMS, gerando um efeito cumulativo que pode ampliar o impacto no varejo.
Empresas do setor de tecnologia e infraestrutura também avaliam possíveis reajustes em custos operacionais, principalmente aquelas que dependem de componentes importados.

Exceções e mecanismos de redução
O governo manteve o regime de ex-tarifário, que permite a redução temporária do Imposto de Importação para produtos sem similar nacional fabricado no Brasil. Empresas interessadas podem solicitar o enquadramento mediante comprovação técnica.
Contexto econômico
A medida ocorre em meio a esforços do governo para equilibrar as contas públicas e fortalecer a indústria doméstica diante do aumento das importações e da volatilidade do cenário internacional.
O tema deve seguir em debate entre representantes da indústria, do varejo e do setor de tecnologia nas próximas semanas.










