O relatório final da CPMI do INSS, apresentado em 27 de março de 2026 pelo relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), recomenda que a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e outras instituições avaliem possíveis irregularidades envolvendo autoridades públicas, familiares e o Banco Master.
O documento não apresenta indiciamentos contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas sugere a análise de eventuais vínculos entre integrantes da Corte, seus familiares e o banco investigado no contexto de fraudes em empréstimos consignados do INSS.
Entre as recomendações, o relatório pede que sejam examinados:
- o relacionamento entre o ministro Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master;
- contratos de honorários advocatícios firmados por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, com o banco;
- contratos envolvendo o escritório do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e a mesma instituição financeira.
Segundo o texto, o objetivo é verificar se haveria indícios de possíveis práticas ilícitas, como tráfico de influência, relacionadas às atividades do Banco Master e sua atuação no mercado de crédito consignado.
O relatório também amplia o escopo de recomendações para outras autoridades públicas, incluindo ex-ministros, parlamentares e gestores, e sugere mais de 200 possíveis encaminhamentos para investigação.
O documento ainda será votado pela comissão da CPMI. Caso aprovado, as recomendações serão encaminhadas a órgãos como a PF, o MPF e o Senado, que decidirão se há elementos suficientes para abrir investigações formais.



