⚠️ Região contabilizou 265 ocorrências nos seis primeiros meses de 2026; maioria dos casos envolve crianças, adolescentes menores de 14 anos ou pessoas incapazes de consentir, segundo dados da SSP-SP
O Alto Tietê registrou 265 casos de estupro entre janeiro e junho de 2026, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP). Desse total, 188 ocorrências foram classificadas como estupro de vulnerável, o que representa cerca de 70% dos registros na região.
O levantamento reforça o alerta para a violência sexual contra pessoas em situação de maior vulnerabilidade, principalmente crianças, adolescentes menores de 14 anos e indivíduos que, por enfermidade, deficiência ou outra condição, não possuem capacidade de consentir ou oferecer resistência.
Entre os municípios do Alto Tietê, Mogi das Cruzes concentrou o maior número de registros, com 89 casos, respondendo por aproximadamente um terço de todas as ocorrências registradas na região durante o primeiro semestre.
Apesar da gravidade dos números, o total de estupros apresentou uma redução de 9,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 294 casos. A diminuição, no entanto, não reduz a preocupação das autoridades, já que os crimes contra vítimas vulneráveis continuam representando a ampla maioria das ocorrências.
O cenário regional acompanha uma tendência observada em todo o estado de São Paulo. Dados da SSP indicam que os registros de estupro cresceram no estado durante o primeiro semestre de 2026, reforçando a necessidade de fortalecimento das políticas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos autores.
Os indicadores de segurança também mostram que outros crimes apresentaram queda no Alto Tietê no mesmo período. Os homicídios diminuíram cerca de 15%, enquanto os roubos em geral caíram 28%, os roubos de veículos recuaram 38% e os furtos registraram redução de 13%, evidenciando melhora em parte dos índices criminais da região, embora a violência sexual permaneça como um dos principais desafios.
Especialistas e órgãos de proteção ressaltam ainda que os números oficiais refletem apenas os casos registrados pelas autoridades, havendo possibilidade de subnotificação, comum em crimes de violência sexual. Por isso, reforçam a importância das denúncias por meio das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), do Disque 100 e do Disque Denúncia 181, canais que permitem o encaminhamento das ocorrências e o acolhimento das vítimas.








