🏛️ Ewerton “Inha” retoma o mandato após seis meses afastado, mas segue investigado na Operação TAC, que apura suposto esquema de corrupção e desvio de R$ 24 milhões dos cofres públicos
O vereador Ewerton “Inha” de Lissa Souza (Podemos) foi autorizado pela Justiça a retornar ao exercício do mandato na Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos após o encerramento do afastamento cautelar de 180 dias, imposto no âmbito da Operação TAC, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Com a decisão, o parlamentar retomou imediatamente suas funções legislativas e participou da primeira sessão ordinária do segundo semestre, realizada na segunda-feira (3). Durante o período em que permaneceu afastado, nenhum suplente foi convocado para ocupar sua cadeira.
⚖️ Afastamento foi substituído por medidas cautelares
Segundo o Ministério Público, com o fim do prazo do afastamento, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) concordou com a substituição da medida por outras cautelares, permitindo o retorno do vereador ao cargo.
O MPSP, no entanto, não divulgou oficialmente quais são essas medidas. O órgão informou ainda que, caso o parlamentar descumpra as determinações impostas pela Justiça, a prisão preventiva poderá ser decretada.
Em declaração divulgada por um veículo local, Ewerton Inha afirmou que deverá comparecer periodicamente ao Fórum de Ferraz de Vasconcelos durante a tramitação do processo, informação que não foi confirmada oficialmente pelo Ministério Público.
🔎 Investigação continua em andamento
Apesar da autorização para retornar ao mandato, a investigação segue em curso.
De acordo com o Ministério Público, o Procedimento Investigatório Criminal (PIC) ainda aguarda a extração e análise dos dados obtidos em celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos apreendidos durante a operação.
A decisão judicial não representa absolvição nem arquivamento do caso, tratando apenas da substituição da medida cautelar de afastamento.
💰 Operação TAC investiga suposto desvio de R$ 24 milhões
A Operação TAC apura um suposto esquema de corrupção que, segundo o Ministério Público de São Paulo, teria provocado um prejuízo estimado em R$ 24 milhões aos cofres públicos de Ferraz de Vasconcelos.
As investigações apontam que servidores públicos, agentes políticos e empresários teriam atuado para firmar dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) mediante pagamento de propina.
Segundo o MPSP, os acordos investigados envolviam:
- 📄 Suspensão de certidões de dívida ativa de uma empresa relacionadas a infrações ambientais;
- ⚖️ Desistência de ações judiciais movidas pelo município contra essa empresa.
👥 Quem é investigado
Além de Ewerton “Inha”, a investigação também cita como investigados:
- 🏛️ O vice-prefeito Daniel Balke;
- 💼 O secretário da Fazenda Pedro Paulo Teixeira Júnior;
- 🌳 O coordenador executivo da Secretaria do Meio Ambiente Moacyr Alves de Souza;
- 🏛️ O ex-vereador Flávio “Inha” Batista de Souza;
- 👥 Servidores públicos e empresários.
Todos seguem sendo investigados, e o processo continua em tramitação.
📌 O que muda com a decisão
- ✅ Ewerton Inha volta a exercer normalmente o mandato de vereador;
- ⚖️ O afastamento cautelar foi substituído por outras medidas determinadas pela Justiça;
- 🔍 A investigação da Operação TAC continua em andamento;
- 🚔 O descumprimento das medidas cautelares poderá resultar em prisão preventiva;
- 📱 A perícia em aparelhos eletrônicos apreendidos ainda faz parte das diligências do Ministério Público.










