📰 Repressão no Irã deixa centenas de mortos e milhares de presos após duas semanas de protestos - NACASHOVI NEWS

📰 Repressão no Irã deixa centenas de mortos e milhares de presos após duas semanas de protestos

Teerã — O Irã enfrenta uma das mais severas ondas de repressão estatal dos últimos anos após manifestações que se espalharam pelo país desde o final de dezembro de 2025. Protestos motivados principalmente pela crise econômica, inflação elevada e descontentamento com o regime teocrático foram reprimidos com violência pelas forças de segurança, resultando em centenas de mortes e milhares de detenções, segundo organizações independentes de direitos humanos.

Mortes confirmadas e uso de força letal

Grupos de monitoramento como a Human Rights Activists News Agency (HRANA) confirmaram que mais de 500 pessoas morreram durante os confrontos, incluindo manifestantes, civis e membros das forças de segurança. Organizações internacionais de direitos humanos relataram uso de munição real, espancamentos e repressão armada direta contra protestos em diversas cidades iranianas.

A ONU afirmou estar “profundamente alarmada” com os relatos de mortes e pediu ao governo iraniano o fim imediato do uso de força letal contra manifestantes, reforçando que protestos pacíficos são protegidos pelo direito internacional.

Prisões em massa e desaparecimentos

Além das mortes, mais de 10 mil pessoas foram presas desde o início das manifestações, segundo dados compilados por organizações independentes. Familiares relatam dificuldades para localizar detidos, enquanto advogados denunciam negação de acesso a defesa legal e julgamentos sumários.

Há também denúncias de desaparecimentos temporários, com famílias buscando informações em hospitais, centros de detenção e institutos forenses, especialmente em Teerã e outras grandes cidades.

Bloqueio de internet e censura

O governo iraniano impôs restrições severas ao acesso à internet em várias regiões do país, uma medida frequentemente utilizada pelo regime durante protestos para dificultar a circulação de informações, vídeos e imagens da repressão. Organizações de monitoramento digital confirmaram apagões parciais e lentidão extrema na conexão por períodos prolongados.

Posição do governo iraniano

O presidente Masoud Pezeshkian e autoridades do regime negam responsabilidade direta pelas mortes, afirmando que parte da violência foi causada por “infiltrados” e “grupos hostis apoiados por potências estrangeiras”. O governo também sustenta que as forças de segurança agiram para manter a ordem pública.

Essas declarações, no entanto, são contestadas por organizações internacionais, que afirmam haver padrões consistentes de repressão excessiva e violações de direitos humanos.

Reação internacional

Os Estados Unidos condenaram a repressão e anunciaram que avaliam novas sanções contra autoridades iranianas envolvidas nos abusos. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que o Irã “enfrentará consequências adicionais” caso a violência continue.

A ONU, por sua vez, pediu investigações independentes, acesso de observadores internacionais ao país e responsabilização dos envolvidos em abusos contra civis.

Números ainda em apuração

Organizações de direitos humanos alertam que os números reais de mortos e presos podem ser maiores, devido às restrições de informação impostas pelo governo. Ainda assim, apenas os dados verificados de forma independente estão sendo contabilizados publicamente.

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