A soldado da Polícia Militar Gisele Alves foi morta a tiros no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, na região do Brás, em São Paulo.
O oficial foi preso e responde por feminicídio e fraude processual, após investigações indicarem que ele teria alterado a cena do crime para simular um suicídio.
💬 Mensagens revelam relação abusiva
Conversas extraídas dos celulares do casal mostram que o tenente-coronel mantinha uma relação marcada por controle psicológico, financeiro e sexual.
Em uma das mensagens analisadas pela polícia, ele afirma que, por ser o “provedor” da casa, a esposa deveria retribuir com “carinho, atenção, amor e sexo”. Para os investigadores, esse tipo de conteúdo evidencia uma dinâmica de dominação e submissão dentro do relacionamento.
Além disso, o oficial se autodenominava “macho alfa” e exigia que a esposa se comportasse de forma “obediente e submissa”, impondo regras sobre vestimenta, comportamento e interações sociais.

⚖️ Motivação do crime
De acordo com o Ministério Público, o crime ocorreu em um contexto de violência doméstica agravada pela decisão da vítima de se separar. Dias antes de ser morta, Gisele comunicou ao marido que queria o divórcio, o que teria intensificado o comportamento agressivo do oficial.
A investigação aponta que ele não aceitava o fim do relacionamento e chegou a fazer ameaças à vítima.

🔍 Conclusões da investigação
Laudos periciais, mensagens e a reconstituição do caso indicam que o disparo foi feito pelo marido, descartando a hipótese inicial de suicídio.
Após o crime, segundo a acusação, ele teria manipulado o local para tentar alterar a dinâmica dos fatos — o que levou também à acusação de fraude processual.

🏛️ Situação atual
O tenente-coronel está preso no Presídio Militar Romão Gomes. A Justiça já o tornou réu, e o caso deve seguir para julgamento no Tribunal do Júri, por se tratar de crime doloso contra a vida.











