PF investiga possíveis vínculos de Lulinha com repasses do “Careca do INSS” - NACASHOVI NEWS

PF investiga possíveis vínculos de Lulinha com repasses do “Careca do INSS”

BRASÍLIA, 18 de março de 2026 – A Polícia Federal (PF) e a CPMI do INSS investigam possíveis relações entre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e repasses financeiros feitos por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, preso em setembro de 2025 por suspeita de liderar um esquema bilionário de fraudes previdenciárias.

A investigação, já confirmada por veículos como O Estado de S. Paulo e TV Globo, apura se valores enviados por Camilo a uma amiga de Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger, foram destinados a despesas pessoais do empresário, incluindo agências de viagens utilizadas pelo filho do presidente.

Movimentações financeiras

De acordo com documentos da PF, Camilo teria repassado cinco parcelas de R$ 300 mil cada a Roberta Luchsinger entre novembro de 2024 e março de 2025, totalizando R$ 1,5 milhão. Mensagens apreendidas mencionam um destinatário identificado como “o filho do rapaz”, cuja identidade ainda não foi confirmada oficialmente.

A investigação busca esclarecer se houve triangulação financeira ou lavagem de dinheiro por meio de empresas de turismo, mas até o momento não há comprovação de que Lulinha tenha recebido qualquer valor diretamente.

Versão da defesa

A defesa de Lulinha afirmou que ele não tem qualquer relação com os pagamentos investigados e repudiou as ilações da PF, destacando que não recebeu um único real de Antônio Camilo ou de suas empresas.

O advogado de Roberta Luchsinger explicou que os pagamentos recebidos por sua cliente eram referentes a serviços na área de canabidiol medicinal e que as referências a “o filho do rapaz” podem não estar relacionadas a Lulinha, afirmando que trechos de mensagens foram tirados de contexto.

Situação atual

A PF e a CPMI continuam a análise de movimentações financeiras e documentos relacionados à agência de viagens, enquanto os advogados reforçam que Lulinha permanece à disposição da Justiça. Até o momento, não há acusações formais contra ele, apenas a investigação de possíveis vínculos indiretos.

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