Depois de mais de 100 anos de projetos, promessas e adiamentos, o Governo de São Paulo deu nesta quarta-feira (28) o passo decisivo para tirar do papel o Túnel Santos–Guarujá, a maior obra de mobilidade urbana da história da Baixada Santista. O contrato da Parceria Público-Privada (PPP) foi assinado no Palácio dos Bandeirantes, oficializando o início de um empreendimento considerado estratégico para o Estado e para o Porto de Santos.
O projeto será executado pelo grupo português Mota-Engil, vencedor do leilão internacional, e contará com um investimento estimado em R$ 6,8 bilhões, com participação dos governos estadual e federal.

🚧 Primeiro túnel imerso do Brasil
O Túnel Santos–Guarujá será o primeiro túnel imerso do país, construído sob o canal do Porto de Santos. A estrutura terá 870 metros de trecho submerso, integrando um complexo viário com três faixas de rolamento por sentido, além de passagem para pedestres, ciclistas e espaço reservado para futura integração com o VLT.
A obra promete transformar a mobilidade na região: o tempo de travessia entre as duas cidades deve cair para cerca de cinco minutos, contra até uma hora pela rodovia ou a atual espera pelas balsas.
📊 Impacto econômico e geração de empregos
Segundo estimativas oficiais, o empreendimento poderá gerar até 9 mil empregos diretos e indiretos ao longo das fases de projeto, construção e operação. A profundidade do túnel foi planejada para não interferir na navegação, permitindo a continuidade da expansão do Porto de Santos, o maior da América Latina.
🗓️ Cronograma previsto
O cronograma inicial prevê:
- 2026: elaboração dos projetos executivos e licenciamentos ambientais
- 2027: início das obras e implantação dos canteiros
- 2028: fabricação dos módulos de concreto
- 2029 a 2030: imersão das estruturas e finalização
- 2031: início da operação do túnel

🏛️ Marco político e institucional
A assinatura do contrato marca também um momento de cooperação entre o governo estadual, liderado por Tarcísio de Freitas, e o governo federal. A expectativa é que novas cerimônias institucionais ocorram na Baixada Santista ao longo das próximas etapas do projeto.
Considerada uma demanda histórica da região, a obra simboliza o fim de uma espera centenária e o início de uma nova fase para a mobilidade, a economia e o desenvolvimento da Baixada Santista.










