Venezuela anuncia anistia a presos políticos e fechamento de centro de detenção símbolo do regime - NACASHOVI NEWS

Venezuela anuncia anistia a presos políticos e fechamento de centro de detenção símbolo do regime

CARACAS – A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou na sexta-feira (30) o envio ao Legislativo de um projeto de lei de anistia geral voltado a presos por crimes de motivação política. A proposta surge em meio ao processo de reorganização institucional do país e à pressão internacional por avanços democráticos.

📜 O que prevê a proposta

Segundo o governo interino, a anistia abrangerá atos relacionados à violência política ocorridos entre 1999 e 2026, período que inclui os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. No entanto, o texto estabelece restrições claras.

Ficam excluídos do benefício condenados por:

  • Homicídio
  • Tráfico de drogas
  • Corrupção
  • Violações graves de direitos humanos

A expectativa é que a medida beneficie líderes da oposição, jornalistas, ativistas e manifestantes detidos por razões políticas ao longo dos últimos anos.

🏛️ Fim do Helicoide

No mesmo anúncio, Delcy Rodríguez afirmou que o governo pretende desativar o centro de detenção El Helicoide, em Caracas — frequentemente citado por organizações internacionais como símbolo de repressão política.

O local deverá ser transformado em um complexo social, esportivo e cultural, voltado à comunidade e a famílias de agentes de segurança.

🌎 Reações e cautela internacional

A iniciativa foi recebida com cautela por entidades de direitos humanos. Organizações como o Foro Penal defendem que a anistia seja aplicada com transparência e alertam para o risco de que a medida não resulte em libertações efetivas ou seja usada como instrumento político.

Líderes da oposição afirmam que o anúncio é resultado da pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos e de organismos multilaterais, e defendem que a anistia faça parte de um processo mais amplo de transição democrática real.

⏭️ Próximos passos

O projeto ainda precisa ser analisado e votado pela Assembleia Nacional. Enquanto isso, o governo interino afirma que liberações pontuais já estão em andamento, mas admite que o processo será gradual.

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