Brasília, 16 de Dezembro de 2025 — Após o anúncio de sua pré-candidatura à Presidência da República com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou avanços nas pesquisas de intenção de voto, consolidando-se como o principal nome do campo da direita em alguns cenários estimulados para 2026.
Novos levantamentos divulgados esta semana mostram que o senador ultrapassou outros potenciais candidatos da direita, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em simulações de primeiro turno.
Destaques das Últimas Pesquisas
- Liderança na Direita: Na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (16), Flávio Bolsonaro alcançou 23% das intenções de voto no cenário contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera com 39%. Neste cenário, Flávio se posiciona à frente de Tarcísio de Freitas, que atinge 10%.
- Vantagem sobre Concorrentes: Em outra simulação da mesma pesquisa, Flávio atinge 26% em um cenário contra Romeu Zema (Novo), com 6%, e Ronaldo Caiado (União Brasil), com 4%.
- Melhor Desempenho no Campo: Segundo analistas, esses números indicam que Flávio tem demonstrado uma maior capacidade de absorver o capital político do pai e de unificar o voto bolsonarista neste estágio da pré-campanha.

Alto Índice de Rejeição
Apesar do avanço nos números de intenção de voto, o senador Flávio Bolsonaro ainda enfrenta um alto índice de rejeição em nível nacional, um fator que pode ser decisivo na corrida eleitoral.
- A pesquisa Quaest mostra que 62% dos brasileiros afirmam que “não votariam em Flávio de jeito nenhum”, enquanto 13% dizem que votariam com certeza.
- Em levantamento anterior da Ipsos-Ipec, o senador registrava uma rejeição de 35%, sendo um dos mais rejeitados entre os nomes da oposição.
A Estratégia do PL
Fontes ligadas ao Partido Liberal (PL) e ao clã Bolsonaro indicam que a “oficialização” da pré-candidatura do senador era uma estratégia para polarizar a disputa e mobilizar o eleitorado mais fiel de Jair Bolsonaro, além de servir como um balão de ensaio para avaliar a real capacidade de transferência de votos.
A avaliação é que Flávio tem até o prazo de desincompatibilização eleitoral (abril de 2026) para solidificar sua posição e reduzir a rejeição, ou a pressão para a escolha de um “Plano B” dentro da direita pode aumentar.











