⚖️ Ministério Público apura lavagem de dinheiro, financiamento da facção, corrupção e uso do chamado “tribunal do crime”; morador de Mogi está entre os investigados
Mogi das Cruzes foi um dos municípios alvo da Operação Janus, deflagrada nesta terça-feira (21) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A investigação busca desarticular uma estrutura financeira suspeita de lavar dinheiro e financiar atividades do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo o Ministério Público, um dos investigados é Marcelo de Morais de Oliveira, morador de Mogi das Cruzes, apontado como integrante da facção e envolvido em movimentações financeiras ilícitas.
🏛️ MP pede prisão preventiva, buscas e bloqueio de bens
Em relação ao investigado de Mogi, o Ministério Público solicitou à Justiça:
🔹 Prisão preventiva;
🔹 Mandado de busca e apreensão em seu endereço;
🔹 Sequestro, arresto e bloqueio de bens e valores.
Até a última atualização da operação, o Gaeco ainda não havia divulgado um balanço oficial sobre o cumprimento das medidas judiciais.
💰 Esquema utilizava empresas de fachada e “laranjas”
De acordo com a investigação, a organização movimentava recursos provenientes de atividades criminosas por meio de:
🔹 Empresas de fachada;
🔹 Contas bancárias em nome de “laranjas”, incluindo familiares;
🔹 Troca de transferências bancárias por dinheiro em espécie;
🔹 Diversas operações financeiras destinadas a ocultar a origem ilícita dos valores.
Segundo os investigadores, a estrutura funcionava como um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro para beneficiar integrantes do PCC.
⚠️ “Tribunal do crime” também é alvo da investigação
O Ministério Público afirma que parte das disputas financeiras envolvendo integrantes do grupo era resolvida por meio do chamado “tribunal do crime”, mecanismo clandestino atribuído à facção criminosa para solucionar conflitos internos e impor decisões fora da Justiça oficial.
Um dos episódios investigados envolve uma disputa relacionada a um negócio imobiliário.
🚔 Investigação também apura corrupção de agentes públicos
As apurações indicam que parte dos recursos movimentados pelo grupo teria sido utilizada para corromper policiais civis e militares, com o objetivo de proteger integrantes da organização criminosa e dificultar investigações.
Os investigados poderão responder por crimes como:
🔹 Organização criminosa;
🔹 Promoção e financiamento de organização criminosa;
🔹 Lavagem de dinheiro;
🔹 Corrupção;
🔹 Fraude processual.
📌 Operação alcança diversos investigados
Segundo o Ministério Público, foram solicitadas à Justiça:
🔹 Prisões preventivas de 18 investigados;
🔹 Mandados de busca e apreensão;
🔹 Sequestro, arresto e bloqueio de bens e valores de pessoas físicas e jurídicas, até o limite de R$ 10 milhões, conforme os pedidos apresentados pelo órgão.









