GUARAREMA – O júri popular dos três homens acusados de tentar matar uma mulher grávida em Guararema foi retomado na manhã desta quarta-feira (18). A sessão havia sido suspensa na terça-feira (17) e ocorre na Secretaria Municipal de Emprego e Desenvolvimento Econômico (Semede), escolhida por oferecer mais espaço e suporte logístico do que o Fórum local.
Réus e acusações
Os réus respondem por tentativa de feminicídio qualificado e aborto sem consentimento. São eles:
- Luciano Rodrigo dos Santos – ex-companheiro da vítima, apontado como mandante do crime.
- Adriano Augusto de Lima – acusado de participação direta, admitiu envolvimento e demonstrou arrependimento.
- Rodrigo Costa Ramos – também acusado de executar o ataque.
Durante o julgamento, Adriano Augusto reforçou que Luciano planejou a emboscada e aproveitou-se de sua vulnerabilidade.
O crime
O caso ocorreu em 9 de fevereiro de 2024, quando a vítima, de 39 anos e grávida, foi atraída para um ponto de ônibus próximo à Rodovia Henrique Eroles. Ela foi esfaqueada no pescoço e abandonada em uma área de mata, permanecendo cerca de 30 horas ferida até ser encontrada pelo Samu e levada a um hospital em Mogi das Cruzes.
A vítima, infelizmente, perdeu o bebê devido à gravidade do ataque. Segundo investigações, o ex-companheiro da vítima teria oferecido R$ 5 mil para que o crime fosse cometido. A arma usada foi apreendida pela polícia, e a identificação dos suspeitos ocorreu também com auxílio de denúncias anônimas e reconhecimento por fotos.
Expectativa para o veredito
O dia de quarta-feira é dedicado aos debates entre acusação e defesa, com participação de sete jurados. O promotor de Justiça Leonardo Dantas Costa destacou a responsabilidade do conselho de sentença diante da gravidade e crueldade do crime.
Caso os réus sejam condenados, as penas podem ultrapassar 30 anos de reclusão para cada um, conforme a soma das penas previstas.










