📊 Município ocupa a 20ª posição no Atlas da Violência 2026, com taxa de 6,6 homicídios por 100 mil habitantes; todas as cinco cidades do Alto Tietê analisadas ficaram abaixo da média nacional
Mogi das Cruzes aparece como a 20ª cidade mais segura do Brasil entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, segundo o Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O levantamento considera dados de homicídios registrados em 2024.
O município apresentou uma taxa estimada de 6,6 homicídios por 100 mil habitantes, a mesma registrada pelo estado de São Paulo. Em 2024, Mogi contabilizou 31 homicídios.
O ranking analisou 336 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. Apesar de o relatório ter sido divulgado em 2026, os dados utilizados são referentes a 2024 e foram extraídos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.
📍 Alto Tietê também apresenta índices abaixo da média nacional
As cinco cidades do Alto Tietê incluídas no levantamento registraram taxas de homicídio inferiores à média brasileira, que foi de 20,1 mortes por 100 mil habitantes em 2024.
Mogi das Cruzes teve o melhor desempenho da região, enquanto Poá ficou na 79ª posição nacional, com taxa estimada de 11,9 homicídios por 100 mil habitantes.
Em números absolutos, o Alto Tietê registrou 161 homicídios em 2024:
- Itaquaquecetuba: 52
- Suzano: 41
- Mogi das Cruzes: 31
- Ferraz de Vasconcelos: 22
- Poá: 15
A diferença entre o número absoluto de mortes e a posição no ranking ocorre porque o Atlas considera a taxa de homicídios proporcional à população. Assim, uma cidade menor pode registrar menos mortes, mas apresentar uma taxa proporcionalmente maior.
📹 Mogi amplia investimentos em segurança
A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que vem reforçando a estrutura da Guarda Civil Municipal e o sistema de monitoramento da cidade.
Entre as iniciativas está o Smart Mogi, criado em 2025, que conta, segundo a administração municipal, com 730 câmeras, sendo 260 de reconhecimento facial e outras destinadas à leitura de placas e ao monitoramento urbano.
A prefeitura também implantou a Diária Especial por Atividade Complementar (DEAC), permitindo que guardas municipais trabalhem em dias de folga e ampliando, segundo a administração, a presença da corporação nas ruas.
De acordo com dados apresentados pela prefeitura, entre janeiro e maio de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, Mogi registrou queda de 50% nos roubos de veículos, 22% nos roubos em geral, 20% nos furtos de veículos e 13% nos furtos em geral.
📉 Homicídios também caem na região
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que, na área da Seccional de Mogi das Cruzes, foram registrados 27 homicídios entre janeiro e maio de 2026, uma redução de 41,3% em relação ao mesmo período de 2025.
Os números mais recentes, porém, não fazem parte do ranking do Atlas da Violência 2026, que utiliza os dados consolidados de 2024. Portanto, eles servem como um indicador separado da evolução recente da violência na região.
🇧🇷 Brasil teve 42,5 mil homicídios em 2024
Segundo o Atlas da Violência, o Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, correspondendo a uma taxa de 20,1 mortes por 100 mil habitantes.
O levantamento aponta ainda uma forte concentração da violência: metade dos homicídios registrados no país ocorreu em apenas 99 municípios, que representam cerca de 1,8% das cidades brasileiras.
Mogi das Cruzes, com sua taxa de 6,6 homicídios por 100 mil habitantes, ficou, portanto, bem abaixo da média nacional no indicador utilizado pelo estudo.










