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⚖️ Justiça suspende cobrança da taxa do lixo em Suzano após ação do Ministério Público

🗑️ Liminar do TJ-SP questiona serviços incluídos na TCA, critérios de cálculo e mudança que elevou valores pagos por contribuintes em 2026

A Justiça de São Paulo determinou, em decisão liminar, a suspensão da cobrança da chamada “taxa do lixo” em Suzano. Oficialmente denominada Taxa de Custeio Ambiental (TCA), a cobrança é questionada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra as leis municipais que criaram e modificaram o tributo.

A decisão foi tomada pelo desembargador Luís Soares de Mello, que identificou indícios de irregularidades na cobrança e considerou existir risco de prejuízo aos contribuintes caso ela continuasse. A suspensão, porém, é provisória e ainda será analisada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

🏛️ Ministério Público questiona serviços incluídos na taxa

Na ação, o MPSP argumenta que a TCA inclui serviços que beneficiam a população de maneira geral, como varrição de ruas, capina, roçada, poda de árvores e limpeza de bueiros e bocas de lobo.

Segundo o Ministério Público, esses serviços não poderiam ser financiados por uma taxa porque não são individualizáveis entre os contribuintes. A legislação tributária estabelece que taxas devem estar vinculadas a serviços públicos específicos e divisíveis.

O órgão também questiona a clareza dos critérios utilizados para definir os valores cobrados e a possibilidade de o Poder Executivo estabelecer, por decreto, valores relacionados a grandes geradores de resíduos.

💰 Mudança no cálculo elevou valores em 2026

Outro ponto contestado é uma alteração promovida pela Lei Complementar nº 414/2026, aprovada em fevereiro.

De acordo com o MPSP, a mudança modificou a forma de cálculo da TCA e passou a considerar também a área construída dos imóveis para definir o valor devido.

O Ministério Público sustenta que a alteração provocou aumento da cobrança em 2026 sem observar os prazos legais aplicáveis a mudanças dessa natureza.

A ação apresenta, inclusive, exemplos de carnês de IPTU nos quais a taxa aparecia zerada em 2025 e chegou a R$ 260 em 2026.

⚖️ O que a decisão determina

Ao conceder a liminar, o desembargador considerou que a continuidade da cobrança poderia gerar novas obrigações aos contribuintes. Caso a taxa seja posteriormente considerada ilegal, os valores pagos poderiam ter de ser devolvidos.

Por esse motivo, a Justiça determinou a suspensão da cobrança da TCA até o julgamento da ação.

O prefeito e o presidente da Câmara Municipal de Suzano terão 30 dias para apresentar informações no processo. Depois disso, o procurador-geral do Estado terá 15 dias para se manifestar sobre as normas questionadas.

📢 Prefeitura ainda não havia sido notificada

A Prefeitura de Suzano informou que, até a publicação da decisão, ainda não havia sido formalmente notificada pelo Tribunal de Justiça. A administração municipal declarou que ficará à disposição do Poder Judiciário assim que receber a determinação.

A decisão não representa o fim definitivo da taxa. O mérito da ação ainda será julgado, e a liminar poderá ser mantida, modificada ou revogada durante o andamento do processo.

🚛 Suspensão ocorre após problemas na coleta de lixo

A decisão ocorre meses depois de Suzano enfrentar problemas no serviço de coleta de resíduos. Em fevereiro de 2026, moradores relataram falta de coleta em diferentes regiões da cidade.

Naquele período, a Prefeitura decretou intervenção fiscal na concessão da empresa responsável pelo serviço e anunciou uma nova empresa para realizar a coleta emergencialmente.

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