O Brasil encerrou 2025 com crescimento econômico de 2,3%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado confirma uma desaceleração em relação a 2024, quando o Produto Interno Bruto (PIB) havia avançado 3,4%.
Em valores correntes, a economia brasileira alcançou R$ 12,7 trilhões no ano passado, mantendo o país em trajetória de expansão pelo quinto ano consecutivo, ainda que em ritmo mais moderado.
📊 Principais indicadores de 2025
- PIB: +2,3%
- PIB per capita: +1,9%, atingindo R$ 59.687,49
- Consumo das famílias: +1,3% (desaceleração frente a 2024)
- Investimentos (FBCF): +2,9%
O quarto trimestre registrou crescimento de apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior, sinalizando perda de fôlego no fim do ano.
🌾 Agropecuária sustenta o crescimento
O grande destaque de 2025 foi a agropecuária, que avançou 11,7%, impulsionada por safras recordes de milho (+23,6%) e soja (+14,6%). O desempenho do campo compensou a expansão mais moderada da indústria e dos serviços.
A indústria cresceu 1,4%, com contribuição relevante da extração de petróleo e gás. Já o setor de serviços também avançou 1,4%, puxado principalmente por atividades financeiras e de comunicação.

💰 Juros altos e desaceleração do consumo
Analistas atribuem a desaceleração ao impacto da política monetária restritiva. A taxa básica de juros (Selic) permaneceu em patamar elevado ao longo do ano, encarecendo o crédito e reduzindo o ritmo de consumo das famílias — que havia sido o principal motor da economia em 2024.
🔎 Perspectivas para 2026
O resultado modesto do último trimestre deixou um “carrego estatístico” limitado para este ano. O governo projeta crescimento de 2,3% em 2026, enquanto o mercado financeiro trabalha com estimativa mais conservadora, ao redor de 1,8%.
A inflação encerrou 2025 em 4,4%, próxima ao teto da meta. O mercado acompanha agora os próximos passos do Banco Central do Brasil, avaliando se haverá espaço para iniciar um ciclo de redução dos juros e estimular a atividade econômica.
O desempenho de 2026 dependerá do comportamento da inflação, do cenário internacional e da capacidade de retomada do consumo e dos investimentos.










