IPCA avança 0,33% em janeiro e inflação é pressionada pelo aumento dos combustíveis - NACASHOVI NEWS

IPCA avança 0,33% em janeiro e inflação é pressionada pelo aumento dos combustíveis

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, registrou alta de 0,33% em janeiro de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mostra aceleração em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o índice foi de 0,16%, e elevou a inflação acumulada em 12 meses para 4,44%.

O principal fator de pressão no período foi o grupo de Transportes, que avançou 0,60% e exerceu o maior impacto individual sobre o índice. A alta foi puxada sobretudo pelos combustíveis, com destaque para a gasolina, que subiu 2,06% no mês, refletindo reajustes tributários e variações nos preços praticados nas refinarias.

Outros itens do setor também contribuíram para o aumento, como o etanol, que teve elevação de 3,44%, e o ônibus urbano, cujas tarifas subiram 5,14% em razão de reajustes aplicados em diversas capitais brasileiras.

Além dos transportes, o grupo de Comunicação apresentou a maior variação percentual de janeiro, com alta de 0,82%, influenciada pelo encarecimento de aparelhos telefônicos e pelos reajustes em serviços de TV por assinatura e internet. Já o grupo de Saúde e Cuidados Pessoais subiu 0,70%, pressionado pelos preços de produtos de higiene e planos de saúde.

Em contrapartida, alguns setores ajudaram a conter a inflação no mês. O grupo de Habitação recuou 0,11%, beneficiado pela adoção da bandeira tarifária verde, que reduziu o custo da energia elétrica residencial em 2,73%. Já Alimentação e Bebidas teve alta moderada de 0,23%, a menor para um mês de janeiro em cerca de duas décadas, com quedas expressivas nos preços do leite longa vida e dos ovos, que compensaram a forte elevação do tomate e das carnes.

Apesar da pressão vinda dos combustíveis, o resultado do IPCA ficou praticamente em linha com as expectativas do mercado financeiro. Com isso, a inflação segue dentro do intervalo de tolerância da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mantendo o cenário de atenção, mas sem sinalizar descontrole inflacionário no curto prazo.

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